domingo, 20 de abril de 2014

Anatomia seridoense

Anatomia seridoense
Ciduca Barros

A minha filha não nasceu em Caicó, mas é fã dos caicoenses e das suas loucuras. 
Ela, estando em qualquer ambiente, ou melhor, em qualquer parte do mundo, e ouvindo alguém falar no Seridó, faz questão de se apresentar e, com muito orgulho, dizer que também tem um pé na cidade de Caicó. 
– “Eu sou neta de Manoel de Neném e nasci em Currais Novos” – é o seu chavão. 
Quando estou com ela e encontrando qualquer caicoense em nosso caminho, faço questão de apresentá-la. 
Ela sempre aproveita o ensejo e explora corretamente toda a alopração dos nossos queridos conterrâneos. 
Ela adora o linguajar dos nascidos no sertão do Seridó. Segundo ela, não importa em que universidade do mundo o seridoense se formou. 
Ele continua usando as mesmas palavras e as expressões linguísticas dos seus antepassados iletrados. 
Ela se diz “especialista” em caicoenses e agora está fazendo extensão em seridoenses. 
Logicamente, depois de conhecer muita gente de nossa terra, perdeu a propensão de se indignar com as irreflexões de nossa gente. 
Aliás, assim eu pensava até recentemente quando ocorreu um fato novo. 
Estávamos num shopping da cidade de Natal, quando, casualmente, encontramos uma amiga minha, uma caicoense genuína. 
Essa mulher de mais de 70 primaveras é tida, desde jovem, como uma pessoa acima da doidice média da terrinha. Voltei-me para minha filha e a alertei:
– Minha filha, se prepare que eu vou lhe apresentar uma “verdadeira” caicoense.
Feitas as apresentações de praxe, engatamos um papo para pormos os assuntos em dia. 
Lá para as tantas, a conterrânea voltou-se para mim e perguntou:
– Ciduca, você soube que eu tive um câncer?
A veia médica da minha filha logo aflorou e ela se apressou em perguntar?
– Verdade, senhora? Que pena! Onde era o seu câncer?
– No furico, minha filha – foi a rápida resposta da açodada caicoense.

Nota do Narrador: No sertão do Seridó, “furico” é o nome dado ao ânus. O problema oncológico da amiga era no reto. Após um cuidadoso tratamento médico, ela foi considerada curada, graças a Deus (e a Sant'Ana, é claro) e continua por aí espalhando “caicoês” pelo mundo afora.

sábado, 19 de abril de 2014

Zé Prativai (10)

Bateu desespero nos petistas depois que o Ipea divulgou nova pesquisa, apontando vitória de Dilma Rousseff."

Zé Prativaiespecialista em pesquisas furadas.

Filosofia de Bar

Novo Chupa Cabra?

Gollum do Panamá
Uma criatura que está sendo chamada de "Chupa Cabra" foi morta por dois
adolescentes próximo a um açude na zona rural de Ipueira. Para o povão,
não há dúvidas: o "monstro" é um "Chupa Cabra. Para o biólogo Francisco
Lavanca provavelmente um animal que ainda não foi catalogado.
"Eu já tinha visto esse bicho, acho que é mesmo um Chupa Cabra,
disse um morador.Os jovens disseram que atiraram pedras na criatura com
medo de que ela os atacasse.

Trauma eterno

Traumatizado prá sempre...

O amor deixa você mais mentiroso

Fonte:Ciência Maluca...

Talvez seja questão de sobrevivência para o casal. Não dá para ser sincero em todos os momentos, aí você se pega mentindo. E cada vez mais. É isso? Nada, a desculpa é bem melhor: hormônios.
 Pesquisadores israelenses e holandeses precisaram de 60 homens para entender como a ocitocina, hormônio do amor liberado durante um beijo ou abraço, pode deixar você mais mentiroso. Metade deles recebeu doses do hormônio e a outra parte ganhou doses de placebo. Eles foram separados em equipes e tinham de adivinhar, num jogo de computador, se uma moeda viraria cara ou coroa.
 Quem tinha tomado ocitocina mentia mais. E com menos pudor. Segundo a pesquisa, o pessoal do hormônio dizia ter acertado bem mais vezes. Aí a equipe ganhava mais dinheiro (40 centavos por acerto). “Para proteger e promover o bem-estar dos outros, humanos podem trapacear e esquecer a ética”, explica Shaul Shalvi.
 Ou seja, é por amor. Um indivíduo cheio de ocitocina sente um afeto maior pelos outros. E vai fazer de tudo para vê-los bem. Mesmo se for preciso mentir para que isso aconteça.


Memória fraca

Memória fraca!


Piadinha cú de galinha

Duas loiras estavam atravessando um rio imenso, ai elas
nadam, nadam, nadam, e uma pergunta para a outra:
- Você está cansada?
- Não!
- Então vamos nadar mais!
Aí elas nadam, nadam, nadam, ai uma pergunta para a outra:
- Você está cansada?
- Não!
- Então vamos nadar mais!
Aí elas nadam, nadam, nadam, e quando estão quase
atravessando o rio uma pergunta para a outra:
- Você está cansada?
Sim!
- Então vamos voltar?
- Vamos...

Diferença

A diferença...

Escalada

Por Jorge de Sousa Braga...

Chamar-te colibri sussurrar-te
ao ouvido coisas acidas e ternas
Morder-te no pescoço, nos ombros, nas nadegas
Sentir a humidade entre as tuas pernas

Selar-te as palpebras com saliva
enquanto gritas que me odeias e me amas
as minhas mãos numa roda viva
entre as tuas nádegas e as tuas mamas

A minha língua, a tua língua o meu
pénis, o teu clitóris, a minha língua
o teu clitóris, o meu pénis, a tua língua

De joelhos como se implorasse
Enterra-lo bem fundo entre as tuas pernas
Deixar que um raio nos trespasse.

Não dou mais entrevista nessa porra

shak


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Solidão pra sempre

Gabo, autor de Cem Anos de Solidão, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura
Morre Gabriel Garcia Marquez

Morreu ontem, aos 86 anos, o escritor colombiano Gabriel García Marquez, ganhador do prêmio Nobel de literatura de 1982.
Criador do gênero literário conhecido como realismo mágico desenvolvido nos anos de 1960 e 1970, ele foi um dos inspiradores deste Bar de Ferreirinha que é praticante do jornalismo mágico.
Segundo o jornalista Ricardo Setti da Veja on line, o Bar de Ferreirinha também faz  jornalismo desbocadíssimo.
As nossas homenagens a García Márquez, que viveu na Cidade do México por mais de 30 anos e convalescia de sérios problemas de saúde provocados pelo mal de Alzheimer.
A última aparição pública de García Márquez, ou Gabo, como era conhecido dos amigos íntimos, foi em seu aniversário, em 6 de março.
Ele sorriu para os jornalistas, mas não falou com a imprensa.
Figura mais popular da literatura hispânica desde Cervantes, García Márquez ficou mundialmente conhecido pela inclusão de elementos fantásticos no cotidiano ordinário, ou realismo mágico.
De todos os seus livros, cujas vendas alcançaram mais de 50 milhões de cópias, o mais lido certamente é Cem Anos de Solidão (1967), épico sobre uma família fictícia, Buendía, numa cidade imaginária, Macondo.
Nele, o escritor mescla lembranças pessoais a acontecimentos extraordinários, antevendo o próprio drama pessoal que enfrentaria na velhice (uma cidade inteira perde a memória no livro).
Além de Cem Anos de Solidão, ele é autor de O Outono do Patriarca, Ninguém Escreve ao Coronel, Crônica de Uma Morte Anunciada e O Amor nos Tempos do Cólera, seus romances mais populares.
Gabo também é associado aos nomes mais representativos do chamado “new journalism”, corrente do jornalismo marcada pela liberdade com que são retratados fatos reais, à qual pertence o norte-americano Tom Wolfe.
Aos 20 anos, ele mudou-se para Bogotá, onde estudou Direito e Ciências Políticas sem, no entanto, obter o diploma, começando a trabalhar um ano depois como repórter do jornal El Heraldo, em Barranquilla.
Ele também foi crítico do El Espectador, antes de partir para a Europa, em 1961, como correspondente estrangeiro.
Sua obra completa foi publicada no Brasil pela editora Record.

Treinamento

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Zé Prativai (9)

Diante da complexidade dos esquemas, da competência dos operadores e principalmente dos valores envolvidos nos escândalos atuais, há quem garanta que diversos corruptos da antiga estão apresentando sinais de profunda depressão."

Zé Prativaiespecialista em espíritos públicos e notórios.

Goleiros da Mulambada

Os goleiros da Mulambada realmente são feras.
Um, o tal Bruno, tá em cana por ter mandado matar
a mãe de sua filha.O outro, o tal Felipe disse que
 tudo roubado é mais gostoso...



quarta-feira, 16 de abril de 2014

Rubor

Hercília Fernandes
E A LUA (toda
prosa)
mal conseguia
disfarçar
o rubor do 
deslumbramento

chegada era a hora
do acasalamento
que poder-se-ia
supor
ter-se-ia a qualquer
momento

Começa amanhã um mini-período de férias



Corno míope

O cara, vendo o vizinho do prédio ao lado na varanda, puxou conversa:
- Ô vizinho! Quando é seu aniversário?
- Em maio. Por quê?
- É que eu vou te dar uma cortina de presente pra você colocar no quarto. Não aguento mais ver você e sua esposa namorando em plena luz do dia!
O outro perguntou:
- E o seu, quando é?
- Em setembro, por quê?
- Vou te dar um binóculo, pra você ver direito de quem é a esposa!

Modernidade

Dentadas

Usar máscaras no Brasil não é somente no período do carnaval. O governo, por exemplo, usa diariamente.
Caco Dentão

Festa da classe média

Nem só

Maria Tereza Horta
Nem só do teu silêncio
direi raiva
Nem de todo o meu corpo
direi vício

nem de todo o pénis
direi arma
e apenas do teu direi ter sido

Quando o vácuo é de
vingar
ou de vergar
cravando sobre os seios a sua enxada

Quando a minha boca se conjuga
no baixo do teu ventre
e tua espada...

nem de todo o desejo
direi verão
nem de todo o grito
a tua imagem

nem de toda a ausência
direi chão
e só de teus flancos
a viagem...

Partidos politicos disputam o goleiro da Mulambada

AUTO_frank

O elefante

Sandra Camurça
Tinha uma brisa soprando e um par de olhos que a espreitava de uma nuvem. O caminho era de terra batida e algumas pedras. 
O céu estava meio violeta, meio acinzentado, todo granulado, pontilhismo tipo Seurat. 
Ela desejou aquele céu peneirado no chão e assim se fez: o céu derramou-se no chão. 
Distraiu-se de céu e com o dedo no chão desenhou uma nuvem e dentro da nuvem, um buraco. 
Enfiou a mão no buraco e encontrou uma tromba de elefante. 
Puxou a tromba para fora da terra, mas o mamífero permaneceu tímido dentro do buraco, só os olhinhos a espreitavam. 
Pelo tamanho da tromba devia ser um elefante e tanto! pensou.
A terra estava seca, árida. 
Há meses não chovia. 
De repente ouviu um suspiro vindo do buraco. 
Era o elefante arfante piscando os olhinhos remelentos. 
A moça aproximou-se para olhar mais de perto. 
A tromba do elefante começou a balançar para lá e para cá, o chão começou a trovejar, relampiou e um forte jato d’água saiu da tromba do elefante. 
Era a tromba d’água! 
A terra molhou, o riacho correu, o rio encheu, alegria! chuva! alegria!
E assim tudo voltou ao seu lugar: o chão no chão e o céu no céu. 
E a moça inda lembrou contente que o milagre da chuva se deve aos elefantes que teimam em brincar de esconde-esconde por trás das nuvens.

Notícia que sela a paz mundial

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Nova mania

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Eleições 2014

A culpa dos portugueses

Ivar Hartmann

O Índice de Percepção da Corrupção é hoje a mais conhecida medição da corrupção nas nações. Iniciativa de uma ONG sediada na Alemanha, em seu boletim de 2013, o Brasil ficou em 72º entre 177 nações onde mais se percebe a corrupção do setor público. A mais honesta foi a Dinamarca. Com PIB de lambari, o Brasil segue sem dar respostas às necessidades mais urgentes dos cidadãos. O Estado busca realizar obras que seriam da iniciativa privada para que seus agentes possam ganhar comissões ou propinas. E com qualidade inferior e prazos maiores. Os fundos públicos desaparecem nas construções superfaturadas, nos contratos das empresas estatais, nas CCs ocupadas por incompetentes e no empreguismo maluco. Qualquer prefeito de prefeitura de quinta categoria tem uma montanha de secretários e assessores, recrutados entre os companheiros desempregados. Desempregados por incompetentes, porque ninguém que sabe que seu trabalho tem valor vai aceitar trocar um emprego garantido por quatro anos de aventura municipal. Há alguns anos fui secretário de um município que depois foi desmembrado em outros quatro. Apenas um secretário: eu. Nenhum CC. Nem de longe morria trabalhando. Muito se tem estudado porque os USA e a Austrália, ex-colônias como o Brasil, terem alcançado patamares de primeiro mundo, longínquos para nós.
Uns defendem a tese da posição geográfica,  alguns da religião católica contra a evangélica, outros as origens de nossa colonização. Os portugueses seriam então os culpados de nossa inépcia. E bastaria citar nossos políticos e governantes em sua maioria absoluta com sobrenomes lusos. Face aos estudos sobre a percepção da corrupção e a colocação do Brasil (cada ano pior), está na hora de buscarmos outros culpados para nossa desídia natural, amparo dos corruptos encastelados nos órgãos de Estado. Porque Portugal, na mesma lista está em 32º. lugar. Esta honestidade do país se reflete em progresso e bem estar social. Renda per capita - Portugal: US$33.000. Brasil US$12.500.  Os critérios para calcular o IDH (índice de desenvolvimento humano) dos países são: escolaridade, renda média e saúde. IDH de Portugal 0,816 - 43º. lugar - desenvolvimento humano muito alto. IDH no Brasil 0,73 - 85° lugar – desenvolvimento alto.  Não há gente mais cordial do que os portugueses. Mas, sim, os portugueses são culpados: de terem ido embora e nos deixado órfãos.

Velhinhas escrotas namorando na net