sábado, 26 de julho de 2014

Papel higiênico

O que o papel higiênico diz sobre você


A madame e o politico


Numa festa, a madame é apresentada a um político famoso:
- Muito prazer! – diz ele.
- Prazer é todo meu! Saiba que já ouvi muito falar do senhor!
- É possível, minha senhora, mas ninguém tem provas!

Desenho animado

Como seria se sua vida fosse um desenho animado


Pergunta e resposta fela da puta


O que a galinha foi fazer na igreja ?
Assistir a Missa do Galo.

Como diria Sabrina Sato:é verrrrrrrrrrrrrrrrrdade

Pura verdade!


Dentadas

  • No mundo há 2 tipos de pessoas: As que querem ir embora da festa cedo e as que querem ficar até o final. Geralmente um namora o outro.
  •                                                                                                               *CACO DENTÃO*
  •       

  • Mulher perfeita

    Mulher perfeita


    Passional

    Por Liz Christine...



    Seu olhar me desconcerta
    Penetrante Inquietante
    O prazer que em mim desperta
    Inquietante Deslumbrante
    Ter você sob as cobertas
    Deslumbrante Fascinante

    O fascínio do teu corpo
    Me perco em suas curvas
    Em cada esquina deste corpo

    Você é minha perdição
    Ao mesmo tempo é a razão
    Da escrita com paixão

    Observo contemplando
    Esperando
    Sua ação
    Faça comigo o que desejar
    Sei que vou gostar

    Não quer escrever?
    Não. Quero apenas você
    Linda envolvente
    Eterna adolescente
    De beleza incandescente

    Sua sensualidade latejando
    Seus olhos convidam
    Todo meu corpo desejando
    Você me acariciando

    Acabo por escrever
    sobre a intensidade
    De te querer

    Inteligência provocante
    A libido reclama
    sufocante
    Presença fascinante
    Em minha cama
    Ou banheiro, cozinha, chão
    Só importa nossa paixão.

    sexta-feira, 25 de julho de 2014

    Depressão pós-parto

    Heraldo Palmeira*
    A Copa do Mundo de 2014 ofereceu ao mundo o estilo de acolhimento dos brasileiros. Não restou espaço para ninguém se meter a dono da festa, para nenhum pateta comer superamendoim e tirar onda de superpateta.
    O cartunista Ziraldo, eterno menino maluquinho, encheu o pé: “Está tudo num verso mínimo de Manuel Bandeira, nosso grande poeta: ‘Tão Brasil!’. Tudo que ia dar errado (merda) deu certo! Existe coisa mais brasileira que isso?”.
    Pelo visto, o oposto também foi fato. Muito do que ia dar certo deu merda. A julgar pelas reclamações de hoteleiros, taxistas, comerciantes e até representantes de grandes shoppings, que viram o faturamento encolher. A julgar pela quantidade de obras de mobilidade urbana que ficaram incompletas, desmoronaram ou sequer saíram do papel.
    Já se vibrou o suficiente com a vitória germânica. Também se tentou diminuir com argumentos risíveis a conquista dos campeões. Muitas viúvas ainda choramingam à míngua os quase gols hermanos de uma quase vitória que não veio.
    Para falar de quase gol, melhor lembrar a pintura de Pelé contra o Uruguai na Copa de 1970. Um drible de corpo no goleiro Ladislao Mazurkiewicz passou à história da bola, por justíssima licença poética, como um dos gols mais bonitos de todos os tempos. Só ficou faltando a bola entrar trave adentro e beijar a rede. Sem contar que na súmula do jogo consta Brasil 3 x 1 Uruguai. Algo muito além de um reles Gonzalo Higuaín atordoado jogando fora um gol feito para um time que não fez nenhum outro. Portanto, esse papo de quase gol argentino já deu preguiça.
    E nem devemos começar a conversa de campeão moral, porque o assunto morre na Seleção Brasileira na Copa de 1982. Que foi assassinada por um bonde chamado Cerezo. Não adianta: justo ou não, resultado é aquele que consta na súmula do jogo.
    Já se disse tudo o que podia ser dito a respeito da morte por corpo mole da Seleção Brasileira, assassinada pela Geração Tóis, definitivamente amaldiçoada pelos deuses da bola e merecidamente execrada na história do nosso futebol. Foi um parto de ouriço atravessado que massacrou uma pátria-mãe subtraída de um sonho possível: o sexto filho.
    Neymar, o Tóis-mor, deverá seguir seu rumo de Robinho passado a limpo pela turma do marketing – ou a ridícula entrevista ao Fantástico teve outra função a não ser tentar salvar o mascate da falência da loja de horrores de Felipão?
    O Tóis-histriônico Dani Alves, filósofo da internet nas horas vagas, foi informado de que o novo técnico Luis Enrique está curiosíssimo para “conhecer suas aspirações” no Barcelona. Precisa apresentar correndo algo além do fashion-ridículo que adora ostentar.
    O resto dos canarinhos sem penas seguirá arrastando pela vida a pena do silêncio de quem não sabe cantar. Nem voar.
    A anunciada renovação do futebol brasileiro é a depressão pós-parto. Gilmar Rinaldi?! Dunga?! O jornalista Raphael Gomide escreveu: “Após o vexame brasileiro na Copa do Mundo, a CBF anuncia um agente de jogadores sem experiência internacional como coordenador de seleções”. O jornalista Reinaldo Azevedo completa a jogada balançando a rede: “Dunga é a contramão da modernidade; é o atraso orgulhoso, machão e, lamento muito, meio abestado”. O próprio Gilmar, depois da derrota para a Holanda e ainda defendendo a permanência de Felipão e sua “família” de chorões, deixou no Twitter uma boa pista do estilo que poderá pontuar a Era Dunga II: “...direcionar as coisas na direção certa”.
    Agora, temos dois caminhos: contar com um milagre para ninguém direcionar as coisas na direção errada, ou escolher uma segunda seleção para torcer depois dos nossos apagões. E não custa lembrar que, antes de sonhar com técnicos estrangeiros de primeira linha, é bom ter em mente que eles sabem perfeitamente a roubada que é treinar a Canarinho. Ainda mais porque o ninho dela é essa CBF repleta de falcões.
    O jornalista Fernando Gabeira liquida a fatura: “Podemos ser um país melhor. Antes teremos de perder esse espírito de fodões de que com tóis ninguém pode, vem quente que estou fervendo. Ele favorece os apagões, nas semifinais da Copa ou na noite de núpcias. Foi-se o tempo em que pensávamos que os alemães eram limitados porque eram apenas organizados e bem treinados. São tudo isso e têm talento. É a única combinação que leva à vitória ou, ao menos, a uma derrota honrosa”.
    No mais, a seguir como está, ficaremos desfiando tangos e tragédias, apostando em milongas e jeitinhos, transformando jogos de futebol em partos de ouriços atravessados. E sofrendo de depressão pós-parto por quatro anos, de quatro em quatro anos.

    *Heraldo Palmeira é documentarista e produtor musical.

    Exaltação ao GDS/CDS e aos seus ex-alunos

    Monsenhor Walfredo Gurgel, disciplinador e austero
    Ciduca Barros
    Alguém, num momento de muita lucidez, disse certa vez que: “o homem que se esqueceu de onde veio, não saberá para onde irá”. Nós que também tivemos a felicidade de estudar no Ginásio Diocesano Seridoense (GDS), de Caicó, no Seridó Potiguar, posteriormente transformado em Colégio Diocesano Seridoense (CDS), uma tradicional instituição católica de ensino particular, jamais esqueceremos donde viemos, ou melhor, nunca tiraremos da memória quem, basicamente, cimentou o nosso caminho no passado, pensando sempre no futuro, ajudando-nos a chegar num presente venturoso.
    Fundado em 1º de março de 1942, pelo primeiro bispo da Diocese de Caicó, Dom José de Medeiros Delgado (1908–1988), foi inicialmente denominado de Ginásio Diocesano Seridoense (carinhosamente chamado de GDS), admitindo apenas o ingresso de rapazes, onde também havia o regime de internato que abrigava estudantes de vários municípios do Rio Grande do Norte e até de outros estados. Posteriormente, em 1960, o bispo diocesano da época, Dom Manoel Tavares de Araújo (1912–2012) fundou o Colégio Comercial Seridoense, um curso noturno, passando a receber alunos do sexo feminino. Em 1964, o colégio ampliou as suas instalações e criou o primeiro curso científico da região do Seridó, mudando a sua denominação para Colégio Diocesano Seridoense (CDS).
    Acreditamos que todos nós, de várias gerações, que ocuparam os bancos escolares do GDS/CDS, jamais nos esqueceremos da primordial importância daquele ginásio/colégio em nossas carreiras profissionais, consequentemente, em nossas vidas particulares. O GDS/CDS foi fundamental em nossas vidas pessoais porque ele não se restringiu a nos preparar apenas intelectualmente, seus bons mestres também se preocuparam em formar homens e mulheres que servissem à sociedade com retidão e hombridade. 
    Padre Agripino, o cara
    Os nossos professores faziam parte de uma casta à parte. Elencando apenas alguns de nosso tempo (década de 1950), gostaria de lembrar, apenas como um pequeno exemplo: Padre João Agripino Dantas (esse era o cara), Levi de Assis Dantas (era mais duro do que beira de sino), José Celestino Galvão (ex-padre), Raimundo Guerra (sabia tudo de Geografia) e nosso emérito diretor (em duas ocasiões) Monsenhor Walfredo Gurgel, que também ministrava aulas de Português e Educação e Civismo (aquela já citada preocupação em formar bons caracteres). Quanto a este último, Monsenhor Walfredo Gurgel, era um sacerdote austero, purista do nosso idioma, disciplinado e disciplinador, além de possuir um excelente coração. Coroando a sua competência, posteriormente, ele foi eleito Governador do Estado do Rio Grande do Norte (inclusive com o meu voto e o da grande maioria das várias gerações de ex-alunos do GDS/CDS).
    Tivemos também um cidadão que não podemos olvidar, pois com a sua simplicidade e com o seu humilde mister também ajudou na nossa caminhada de estudante e também ficou marcado em nossa retina: Senhor Antonio Catarina. Era alto, forte e pesadão, e tinha um coração de ouro. Ele tinha sempre à mão uma caixa de primeiros socorros e era nosso eterno enfermeiro – estava sempre cuidando pacientemente das escoriações e machucados de alguém.  Ele era um homem simplesmente bom e honrado. Ele era também o “faz-tudo” daquele Ginásio e a sua paciência de Jó sempre o impedia de se aborrecer com centenas de estudantes, adolescentes com seus hormônios sempre em ebulição, brigando e sempre “aprontando” travessuras. Lembro-me bem de que, entre as suas inúmeras e variadas atividades, estava também a de “babá” dos internos menores, levando-os pacientemente ao cinema, semanalmente. Grande nadador, ensinou muitos garotos a nadar nos rios Barra Nova e Seridó.  Ele foi o grande avô de centenas de garotos. Nós, ex-alunos, numa festa futura, precisamos fazer uma justa e merecida homenagem ao Senhor Antonio Catarina. 
    Depois de participarmos recentemente de mais uma monumental e animada Festa do Ex-Aluno do GDS/CDS, chegamos à conclusão de que nunca conseguiremos esquecer aquelas carteiras escolares. Enquanto pensarmos naquele colégio, permaneceremos crianças, continuaremos moleques. Vencemos na vida, construímos uma carreira profissional, constituímos uma família, envelhecemos. No entanto, quando, anualmente, percorremos festivamente aqueles longos corredores, encontrando ali velhos e estimados colegas, parece-nos que entramos num halo luminoso e mágico que nos transporta àqueles velhos tempos de incertezas, estudos e muito insegurança, mas que foi, repito mais vez, essencial necessário à nossa formação. 
    Muito obrigado, GDS! 
    Muito obrigado, CDS!


    Entrevista de emprego

    Uma loira se candidata ao cargo de auxiliar de delegado. 
    O titular pergunta na entrevista:
    - Quanto é 1 + 1?
    - Onze - diz a loira.
    E o delegado segue a entrevista…
    - Quais são os 2 meses que começam com M?
    - Mês que vem e mês passado.
    - Quem matou Getúlio Vargas?
    - Não sei.
    - Bom, vá para casa e tente descobrir - diz o delegado.
    Chegando em casa, a mãe da loira pergunta:
    - Como foi lá na entrevista, minha filha?
    A loira responde:
    - Foi ótimo! Primeiro dia de trabalho e já estou investigando um homicídio.

    O ricão do cabaré

    Amazan
    Raimundo de Chico Inácio
    É um cabra lá do sertão
    E o mais estrategista
    Que já deu na região
    Com os próprios camaradas
    Pregava várias ciladas
    Ganhou diversas apostas
    E com o seu jeito hilário
    Dizia que o otário
    Tem sempre o bolso nas costas.

    Socorro de Margarida
    Saiu lá de Conceição
    Para morar em Campina.
    E no bar do Serrotão
    Começou fazer programa
    Vendendo o corpo na cama
    Fazendo da vida um show
    Quando de uma certa vez
    Chegou por lá um freguês
    Que por ela procurou.

    Tinha umas quinze mulheres
    No salão do cabaré
    O cidadão foi entrando
    E perguntando quem é
    Socorro de Margarida?
    Uma morena nutrida
    Disse assim: - Sou eu amigo...
    E foi ficando de pé
    Ele disse: - Quanto é
    Pra você ficar comigo?

    Ela foi lhe respondeu
    - "É só cinqüenta reais.
    O quarto é por minha conta
    Não precisa nada mais".
    Ele aceitou sem demora
    E na hora de ir embora
    Coçou a ponta da venta
    E disse: - Foi bom demais
    E deu trezentos reais
    Ao invés de dar cinqüenta.

    Socorro barreu a quenga
    Ficou pra lá e pra cá
    O cara disse - Amanhã
    Eu tornarei a voltar.
    Quando foi no outro dia
    Qu'ele chegou já havia
    Vinte donas no salão
    Uma olhava, outra sorria
    Querendo saber quem ia
    Se abufelar com o ricão.

    E pra surpresa de todas
    Ele escolheu novamente
    Socorro de Margarida
    Que ficou muito contente
    E na hora de pagar
    Ele pegou perguntar
    Quanto lhe devo meu bem?
    Socorro olhou para um lado
    E de rosto desconfiado
    Disse: - Basta me dar cem.

    O cara meteu a mão
    Assim no bolso de trás
    E arrastou novamente
    Outros trezentos reais.
    Disse: pegue aqui rainha!
    Socorro ficou branquinha
    Da cor da casca de um ovo
    Disse o cara: -  Eu vou embora
    E amanhã na mesma hora
    Estarei aqui de novo.

    No outro dia o salão
    Ficou bastante enfeitado
    Botaram até na entrada
    Um tapetão encarnado
    Cada cabocla bonita
    Sorria, fazia fita
    Cada qual mais atraente
    Imaginem que o plebeu
    A mulher que escolheu
    Foi Socorro novamente.

    As outras mulheres todas
    Ficaram de baixo astral
    Sem saber o que Socorro
    Tinha de especial
    E depois da furunfada
    Socorro desconfiada
    Na hora do pagamento
    Que ele disse quanto é?
    Ela respondeu: - "Seu Zé",
    Hoje basta dar duzento."

    O cabra foi novamente
    Com a mão no bolso de traz
    E tirou para ela a quantia
    De quatrocentos reais
    Quando fez o pagamento

    Socorro disse: - Um momento;
    Hoje eu quero saber
    O que tem em mim que lhe atrai
    Daqui o senhor só sai
    Depois de me responder.

    Ele disse: - Eu sou Raimundo
    De Chico Inácio, querida
    Venho lá de Conceição
    E sua mãe Margarida
    Vendeu lá duas vaquinhas,
    Um bode e umas galinhas
    E pediu pr'eu lhe procurar
    Pagou a minha passagem
    E mandou com muita coragem
    Mil reais pra lhe entregar.

    Cultura


















    Histórias de Ariano Suassuna, por Ricardo Noblat.

    Conversa de Ariano Suassuna com um amigo.
    - Eu só viajo de carro porque tenho medo de avião.
    - Que é isso, Ariano? Você viaja de carro por estradas ruins e de repente encontra um buraco. O carro cai no buraco, capota e lá se foi você – argumentou o amigo.
    - E no avião, que o buraco acompanha o voo?
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    Ariano entrou agoniado no táxi. Ía para um evento na Academia Brasileira de Letras e estava vestido a caráter - uniforme de gala, ou fardão, como é conhecido, de veludo com detalhes dourados.
    A mulher de Ariano falou para o taxista:
    - Vamos logo que ele já está atrasado para o evento.
    No que o taxista respondeu:
    - Do jeito que ele está vestido, duvide-o-dó que essa festa comece sem ele!
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    Candidato a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, João Ubaldo pediu a Jorge Amado, seu amigo, que intercedesse por ele junto a Ariano. Jorge e Ariano já eram “imortais”.
    - Não posso. Uma vez pedi o voto de Ariano para a eleição de Eduardo Portela. Ele disse que votaria e não votou – respondeu Jorge.
    Mas diante da insistência de João Ubaldo, concordou em procurar Ariano. Que garantiu seu voto para João Ubaldo.
    - É, mas você garantiu para Eduardo Portela e não votou – lembrou Jorge.
    - Você tem toda razão. Prometer, eu prometo. Mas sou meio esquecido – encerrou Ariano.
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    De Ariano:
    - Bom mesmo é falar mal pelas costas, porque pela frente é constrangedor.
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    Quando Ariano foi convidado para ser Secretário de Cultura do Recife, o assessor de imprensa da prefeitura pediu-lhe um currículo para distribuir com os jornalistas e ser publicado no Diário Oficial do município.
    - Não tenho currículo - respondeu Ariano.
    Impaciente, o assessor insistiu:
    - Todo secretário tem que apresentar um currículo.
    Aí foi Ariano que ficou impaciente. E disse:
    - Então anota aí: Ariano Suassuna, escritor brasileiro, razoavelmente conhecido no Exterior.
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    - As coisas estão mudando muito. Já não reconheço algumas – comentou Ariano com Leda Alves, sua amiga, quando exercia o cargo de pró-reitor comunitário da Universidade Federal de Pernambuco.
    - O que foi que houve? Conte – pediu Leda.
    - Me chamaram no Departamento de Pessoal. E a moça de lá foi logo me perguntando: “O senhor é do Qufupe, não é? Respondi: “O que é isso, moça... Não sou homem disso não.” Mas aí ela veio com uma conversa ainda pior. Me olhou e disse: “É porque o senhor tem duas dentro e não gozou”. E aí eu disse: “Moça, essa conversa está muito atrapalhada. Não é pra mim. Adeus”. E fui embora.
    Ariano fingiu não saber que Qufupe era a abreviação de Quadro Único da Universidade Federal de Pernambuco. E que “duas dentro” significava duas licenças a que tinha direito, mas que não tirara ainda.
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    De Ariano: “Só dão banana a macaco, depois ficam perguntando por que macaco gosta de banana”.
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    Uma mulher que não gostava de Ariano, perguntou-lhe: “Qual é o seu signo?”. Gêmeos, respondeu Ariano. Então, a mulher sapecou: “Você sabia que as pessoas de Gêmeos têm duas caras?”. Ariano não se abalou: “Ôxi, se eu tivesse duas caras estaria usando essa?”
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    Ariano costumava chamar a morte de "Caetana". E em suas aulas-espetáculo sempre dizia assim:
    - Não vou morrer. Vou me esconder da "Caetana" e ela não vai me pegar.
    Na semana passada, porém, no Festival de Inverno de Garanhuns, ele encerrou o que seria sua última aula dizendo:
    - Vou dizer uma coisa a vocês: eu vou morrer. Vou, sim. Mas meus personagens ficarão todos com vocês.

    Todo cuidado é pouco


    Respeite a placa

    Respeite a placa!

    De boca aberta

    Por Urhacy Faustino...

    Em nossas brigas não voam televisões,
    nem há corporais agressões:
    o verbo é a flecha que nos perfura
    mesmo nos tempos e modos que a gente se censura.
    Trocamos o costumeiro texto sacana
    por verborrágica luta insana
    e, se alguém se sente em desvantagem,
    apela pra figuras de linguagem,
    misturando metáforas, pleonasmos,
    com licenças poéticas, no orgasmo
    ao medirem forças dois titãs.
    Até que já sem fala, de manhã,
    mais sedentos que famintos, como taças
    nos bebemos um ao outro, extasiados
    de repente sem palavras, embriagados,
    (eis que a língua se enrola, a gramática falha),
    nos lambemos em nossa cama de batalha,
    onde desejos e tesões explodem atômicos
    em delírios guturais, gozando afônicos.

    Dando o troco

    Dando o troco...


    quinta-feira, 24 de julho de 2014

    Pilha "nova" na Mulambada

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    Ariano

    Por Luiz Otávio Cavalcanti...
    ARIANO

    O Ariano que foi um Quixote brasileiro. Defendendo a cultura nacional. Um Quixote de gibão que saiu do sertão, sem sair. E foi lutar contra a vulgaridade global. Um Quixote que soube guardar pedras e sol para construir um forte cultural.
    Um Quixote lúcido, molhado de suor. Que transformou o regional, fera caetana, em cenário mundial, uno.
    Um Quixote lógico, adubado na caatinga. Que decompôs a tradição na mais moderna das interpretações brasileiras.
    O outro Ariano foi o artesão da arte inseparada, compacta. Teatro, romance, poesia, música. O maestro armorial. Que uniu o erudito e o popular. Que juntou riso e tragédia.
    Um maestro verbal, partituras feitas no coração. Um maestro que ensinava esperança no futuro num mundo cada vez mais cético no presente.
    Sim, simplicidade. Tão gigante e tão simples.


    O sapato explosivo


    Roberto Fontes*
    Os americanos conseguiram exportar sua paranoia com a segurança para todos os países do mundo, e, no Brasil ninguém escapa de pequenos vexames quando precisa viajar de avião. Foi o que aconteceu comigo terça-feira, numa viagem bate-e-volta a Brasília. Antes da descrição dos micos, informo que estou usando uma barba de quase um mês, com mais fios brancos do que pretos. A penugem me faz parecer um tiozão, ou um respeitável quase idoso, ou alguém se preparando para ser Papai Noel por uns dias quando dezembro chegar ou, pior, um terrorista de linhagem xiita ou taleban. Depende do grau de pavor de quem olha pro meu rosto e, quase sem querer, consegue enxergar um Bin Laden sertanejo. Sei lá...
    Pois bem: no embarque, em São Gonçalo, fui gentilmente alertado pela moça da máquina de raios-X que eu deveria depositar todos os objetos metálicos na bandeja de plástico que atravessa o corpo da máquina. Ela “vê” eventuais bombas de fabricação caseira, canivetes, tesouras, barbeadores e outros itens considerados perigosos pela burocracia, e que impedem o embarque. Retirei o celular do bolso, a carteira de cédulas, a bolsa de mão e coloquei tudo lá. Recebi uma nova advertência: “O senhor tem certeza que colocou tudo na bandeja? Ficou alguma moeda?”. Respondi com uma pergunta: “As obturações fazem a máquina apitar também?”. Ela sorriu amarelo.
    E lá fui eu enfrentar o a tecnologia que fareja terroristas e homens-bomba. Atravessei... e o troço apitou! Fui fulminado com olhares desconfiados de todo o aparato de segurança. Até eu mesmo passei a desconfiar de mim: será que eu tenho alguma arma letal escondida no paletó ou na calça? A moça pediu que eu refizesse o trajeto, sem o cinto. Ah, o cinto! É de metal e pode esconder algum dispositivo eletrônico secreto que fará o avião explodir em pleno ar, como se fosse um míssil russo. Tirei o cinto, a calça quase arriou, voltei a fazer o trajeto e... não apitou desta vez. Alívio geral: as rugas de expressão desapareceram como num passe de mágica. Embarquei.
    Foi a minha primeira viagem de avião em que o voo saiu no horário previsto: às 6h03 em ponto (parece a agenda de Bibica, o presidenciável do PBF) o avião decolou pra Brasília, direto, sem escalas. Desembarcamos 5 minutos antes do horário. No saguão do Aeroporto JK fui recebido com um abraço afetuoso pelo amigo Bob Man, jornalista potiguar e servidor concursado da Agência Senado, que hoje auxilia o ministro Garibaldi Filho na Previdência Social. Manhã tranquila, conversa amena, um frio glacial na capital do País. Alguns telefonemas depois, confirmei o horário e o endereço da reunião de trabalho e saímos pra almoçar, por volta do meio-dia, no Xique-Xique da Asa Norte.
    Depois da carne de sol nos despedimos e eu fui pra reunião, que terminou três horas depois. Saí pro Aeroporto JK pra embarcar de volta a Natal, e a paranoia da segurança se repetiu. Na hora do embarque, tomei a providência de colocar todos os objetos na bandeja, inclusive o cinto. Passei e a máquina apitou. Fiquei na posição de estátua do Cristo Redentor, com os braços abertos, enquanto uma moça me escaneava com um detector de metais. Descobri que a embalagem do Trident é metálica e faz o scaner apitar. O aparelinho também apitou sobre os meus sapatos. Estaria eu calçando um par de sapatos-bomba sem saber, ou o chulé provocou o alerta? Fui obrigado a retirá-los do pé e refiz o trajeto, só de meias.
    O par de sapatos não explodiu, mas o chulé...
    *Quase terrorista e editor-assistente do Bar de Ferreirinha

    Casa de Cultura faz homenagem a Chico Motta

    chico motta galeria
    Nesta quinta-feira (24), às 09h, a Casa de Cultura de Caicó inaugurada a Galeria dos Poetas Cordelistas que receberá o nome de Chico Motta, que foi repentista e criador do programa “Violeiros do Seridó”. Em seguida haverá um café com a imprensa caicoense.

    Elas vendem prazer

    Ensinando para o filho o que são prostitutas


    Aviso

    Foto


    Faxina

    Meme Faxinando


    Sem reclamação

    Foto


    Amiga

    Todo mundo tem uma amiga...


    Às vezes


    Por Francisco Itaerço...

    Os nossos corpos abraçados, suados…
    Às vezes. E não foram poucas, às vezes
    Eram tão prazerosos nossos pecados
    Que nós os culpados, ficamos fregueses
    Inquilinos, às vezes, do mesmo espaço
    Pecávamos juntos, (eu e você), nós dois
    Depois dos amassos, dos nossos abraços
    Dividir, impossível; somávamos pois
    Assim, era nosso amor, aqui eu repito
    Voltaremos a pecar, talvez, quem sabe…
    Pra cumprir da bula, o que está escrito
    Pecar é pecado, disse-me alguém. Porém…
    Se for escondido, num espaço exíguo
    Pecar contigo, de vez em quando, faz bem.

    Almofadas vermelhas

    aaaaaadecoracao