sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Maná é mané,puta é puta



Piadinha cu de rato

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A sexsóloga comenta aos alunos a respeito de uma pesquisa feita em Portugal:
Segundo estudiosos portugueses,o tamanho médio de um pau é de aproximadamente
15 centímetros e uma vagina está preparada para receber até 20 cm em uma trepada.
Zezinho inconformado diz:
Professora,então existe nesta cidade mais de 200 Km de buceta mal aproveitada.



Maquiagem

As maquiagens deixam a beleza feminina mais charmosa, atraente e muito mais bonita, mas esta mulher prova que precisa fazer um curso profissionalizante urgente.Essa tentativa de maquiar o rosto não ficou feia e muito menos mal feita, ficou foi horrível, na moral.


Dentadas

"Sábio é o cara que está numa festa e dá vontade de cagar,ele espera o som ficar bem alto para peidar."
Caco Dentão

Baú do Bar de ferreirinha

Leão, Joaquim e Babo.
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Pequenos assassinatos



Passo o dia inteiro na rua.

Chego em casa à noite. O cão só falta ter um piripaque de felicidade. Nem sinal da gata.

Fervo água para o café. Como os restos da geladeira com pão. Tomo banho. Procuro a gata. Nem sombra. Vou trabalhar.

Cena 1:

O chão do escritório forrado de algo que não consegui identificar. Penugens e penas cinzentas. Muitas. Sobre a cadeira a cena: um pardal. Depenado e estripado, vísceras expostas, ainda mole. Na prateleira mais alta, cintilam os olhos amarelos, redondos da gata. Observando a minha reação.

Retribuo o olhar. Pura censura e reprovação. Enquanto eu recolho o cadáver e as provas do crime ela desaparece.

Cena 2:

Silêncio sepulcral  na casa. Só rompido pelo som do teclado. Meia hora depois vou buscar água. Quem eu vejo? a gata. Onde? na cozinha. Fazendo o quê? torturando uma lagartixa. Já sem rabo e perninhas. 

Travessura tem limite. Desconsidero tudo o que sei sobre compaixão, zoologia e psicologia dos animais domésticos. Incorporo o pior dos pedagogos. Dou um berro. Só não acerto a vassourada porque ela é mais esperta e some pela área de serviço. 

Cena 3:

Pra lá das 3 da manhã. Vou dormir. A gata na cama, miúda, linda, pura inocência e fofura, ressonando aninhada sobre o cobertor. Deito-me de lado, sem interromper-lhe os sonhos de futuros assassinatos.

Informação importante para a queda da inflação

fatos-sobre-animais-4


Desperta-me de noite

Tereza Horta



Desperta-me de noite
o teu desejo
na vaga dos teus dedos
com que vergas
o sono em que me deito

É rede a tua língua
em sua teia
é vício as palavras
com que falas

A trégua
a entrega
o disfarce

E lembras os meus ombros
docemente
na dobra do lençol que desfazes

Desperta-me de noite
com o teu corpo
tiras-me do sono
onde resvalo

E eu pouco a pouco
vou repelindo a noite
e tu dentro de mim
vai descobrindo vales.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Viciado na punheta



Dentadas

                  "Talvez o mundo todo seja idiota 
                  e ignorante,mas prefiro está nele." 
                                          Caco Dentão
                                                     
               















Jacaré é capturado na zona rural de Ipueira


Cães dão sinal e morador dá de cara com jacaré em piscina de SC (Reprodução/RBS TV)

Um jacaré foi parar na piscina da casa da fazenda do empresário Toinho de Aníbal em Ipueira na terça-feira. O animal era um macho de 1,6 m e foi capturado pelos moradores da propriedade.Nos fundos da casa há um poço d’água com uma pequena cachoeira por onde deve ter chegado o animal em busca de alimento, segundo Toinho. O jacaré passava bem quando foi capturado.De acordo com o empresário, os moradores usaram um cambão veterinário, uma barra de metal com uma espécie de laço na ponta que permite mesmo distante do animal prendê-lo em segurança pelo corpo logo abaixo da boca.O jacaré foi capturado e colocado na caçamba da fazenda para ser levado à estação ecológica, onde vivem outros animais da mesma espécie.
                    

Pense num cara preocupado

Tombou a carreta e muito preocupado
espera o socorro.

Ceguinho desconfiado

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Boa idéia

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Quase acreditei

Clarice Lispector

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

Noticia que acalma o mercado financeiro

Ex-BBB confirma namoro com Mister Bahia e
planeja casar.
Ex-BBB se declara para o namorado em rede social



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O último voo de Caboré

Atualizado às 21h50
Amigos e familiares na despedida a Caboré - Foto: Moraes Neto

Caicó e o Rio Grande do Norte amanheceram tristes hoje com a notícia da morte do jornalista e escritor Orlando Rodrigues, o Caboré, aos 71 anos de idade.
De temperamento irreverente, fez com a sua pena afiadíssima alguns dos mais marcantes textos da cultura regional, seja lançando livros romanceados sobre fatos que deixaram profundas marcas no cotidiano da sua querida Caicó ou mesmo no próprio Rio Grande do Norte, seja lançando revistas sazonais em ocasiões especiais, como a Festa de Sant'Ana.
Tudo começou na Rádio Rural de Caicó, local que acolheu Caboré e o transformou num astro radiofônico à época, comparável aos grandes astros contemporâneos das novelas e da internet.
Foi radialista sempre, mesmo quando escrevia nos maiores veículos de comunicação do Rio Grande do Norte.
Com a experiência dos microfones, participou de memoráveis campanhas políticas, tanto como candidato quanto como animador de comícios.
Além da Rádio Rural, frequentou as redações dos jornais Diário de Natal e Tribuna do Norte, além da Rádio Cabugi, em Natal.
Versátil, também foi juiz classista do trabalho e escritor, condição que o transformou num grande memorialista dos fatos que marcaram a sua Caicó. 
Seu último livro, A Síndrome da Rua Grande, foi publicado em 2010, e relata a série de crimes que levou Caicó às primeiras páginas dos principais jornais e revistas do Brasil, na década de 1960.
É leitura obrigatória para as atuais e futuras gerações, especialmente para estudiosos da história recente da Capital do Seridó.
Caboré era parceiro e leitor do Bar de Ferreirinha, blogue que zonava com ele sempre que possível, criando estórias mirabolantes sobre o baixinho ranzinza, o Urtigão do jornalismo norte-rio-grandense.
Sua passagem vai provoca muita saudade entre os amigos e companheiros de redações.
Deixou viúva a senhora Elisa Nóbrega, e órfãos os filhos Reno Rodrigues, Fábio Nóbrega Rodrigues, Marielle Rodrigues e Thaíse Rodrigues, além de sete netos.
O corpo foi sepultado no Cemitério Morada da Paz, em Emaús, às 17h10.

O senador Garibaldi Filho e a deputada federal Zenaide Maia representaram a classe política na despedida de Caboré, além de muitos amigos e colegas das redações por onde ele deixou marcas. 
A todos os familiares e amigos de Orlando 'Caboré' Rodrigues os editores do Bar de Ferreirinha prestam a sua solidariedade.


Roberto Fontes e Pituleira
Editores (ir)responsáveis

No lançamento do seu último livro, ocorrido simultaneamente com a ocorrência de um AVC que o levou ao Hospital São Lucas, em Natal, o Bar de Ferreirinha fez a matéria abaixo, publicada no dia 24 de dezembro de 2010. Com a republicação, a nossa homenagem a Orlando Rodrigues:

Caboré autografa o livro A Síndrome da Rua Grande



Caboré recebe alta 
médica e está em casa


Decano dos jornalistas caicoenses, escritor e b(l)ogueiro teve um AVC e disse ao Bar de Ferreirinha que não levanta mais nem falso

Foi o próprio Orlando Caboré Rodrigues, jornalista e escritor caicoense, quem deu a notícia pelo telefone: hoje, depois de uma semana internado no Hospital São Lucas, em Natal, ele recebeu alta médica e já está se recuperando em casa do problema de saúde que o acometeu.
E foi sério, segundo o próprio Caboré: os médicos diagnosticaram que ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e não uma simples isquemia, como foi noticiado anteriormente.
Caboré começou a sentir um mal-estar generalizado domingo passado, quando conversava animadamente com amigos na Boca Maldita, reunião ordinária de caicoenses no Supermercado Bom Bosco, de Bosco Vale, em Natal.
O assunto era o sucesso do lançamento do seu último livro A Síndrome da Rua Grande, com o relato dos crimes que abalaram Caicó no fim da década de 1960.
O livro, aliás, poderá ser transformado em minissérie: Caboré deve negociar os direitos de produção com uma grande emissora de televisão.
Depois do mal-estar súbito, foi transportado ao Hospital do Coração pelo amigo Melão e atendido pelo médico e futuro senador Paulo Davim, que estava de plantão.
Caboré foi medicado e retornou pra sua casa, em Candelária.
Na segunda-feira, com o agravamento do quadro, ele foi internado no Hospital São Lucas onde permaneceu até hoje.
Mesmo doente, Caboré não perdeu a verve: no primeiro atendimento disse a Paulo Davim que estava ali para lhe pedir um emprego no Senado.
Hoje, no contato com o Bar de Ferreirinha, informou que foi expressamente proibido de beber pelos médicos, e terá que seguir uma dieta espartana, com restrições alimentares que vão da carne, passando por crustáceos e demais alimentos calóricos.
O Bar de Ferreirinha provocou:
- Não pode comer nem carne mijada, Cabora?
- Essa pode, mas eu não levanto mais nem falso...


Mais uma publicada no Bar de Ferreirinha pra matar a saudade do irreverente Caboré:



Caboré se recupera bem de choque elétrico

O jornalista e escritor Orlando Caboré Rodrigues, titular o blogue O Caboré, liga para tranquilizar os amigos.
Sumido da blogosfera há três dias, Caboré disse ao Bar de Ferreirinha que sofreu um pequeno acidente doméstico (que poderia ter maiores proporções) mas está se recuperando bem.
Buliçoso que só e mais amarrado do que Adelço, o Ganhador, Caboré sofreu um choque elétrico quando tentava consertar um ferro de engomar.
A descarga, bastante forte, deixou-o quase carbonizado, como mostra a foto acima feita pelo seu neto Orlando Furico, e enviada ao Bar por telefone.
Ele ligou da zona rural de Caicó, onde se recupera na fazenda do sogro.
Apesar de ateu juramentado, Caboré disse o Bar de Ferreirinha que escapou da morte certa "Graças a Deus!".
Na foto, vê-se claramente a mão da morte, fechada sobre o ombro direito de Caboré.
Foi milagre, sim: Caboré escapou fedendo e queimado.

Diarreias mentais - XIX

O amor e o quebra-ovos

Lá na nossa terra, há um brinquedo que tem vários nomes: galamarte, gangorra, quebra-ovos, jangalamarte, João Galamarte, etc. Consiste num tronco, com um furo no meio, montado num cepo fixo no chão. 
Em cada ponta do tronco fica sentado um garoto, com outros empurrando e procurando imprimir a maior velocidade possível. O objetivo é levar ao chão os participantes que estão montados nas extremidades do brinquedo. 
Fui moleque lá em nosso Seridó e participei dessa brincadeira. Hoje, passados tantos anos, depois de ver, viver e vivenciar tantos casos, causos, histórias, estórias e angústias, eu analiso a gangorra por outro ângulo de visão.  
Hoje, passei a ver o galamarte como um relacionamento amoroso. Ele é como duas pessoas que se amam e, concomitantemente, dependem uma da outra. Se uma delas "cair", leva a outra junto. Se uma delas desistir, a outra soçobra. E no amor, assim como na gangorra, ainda existem fatores externos, inclusive outras pessoas, "acelerando" o ritmo para vê-las "irem ao chão". 
No jangalamarte nós podíamos "quebrar os ovos", no amor, muitas vezes, corações são partidos. 
O amor e o quebra-ovos não são parecidos?

Dentadas

" SE EXISTISSE UM CONCURSO PARA ESCOLHER O MELHOR FILHO DA PUTA,O CARA QUE INVENTOR O FIADO SERIA O GRANDE VENCEDOR."
                                                                 Caco Dentão
   

Cabeludo escroto




Piadinha cu de politico

Um cara viu um louco mexendo com as mãos
um monte de bosta.

O louco parecia um artesão moldando o barro.
O cara puxou papo.
Ou meu irmão,que porra é essa?
Estou fazendo um vereador.
E porque você não faz um senador.
Porque a merda é pouca.


Baú do Bar de Ferreirinha


Tota, Gibson e Ferreirinha.
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O homem trocado

Luiz Fernando Verissimo


O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de
recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca
de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de
orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos
redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou
com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não
soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não
fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na
universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês
passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram
felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas
que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico
dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma
simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?

É nóis



Águas de Forestier

 Cristiane Neder

O vinho que toca seus lábios
desperta o pecado
em um pobre pagão
que sonha com o paraíso,
onde todas as águas
se transformam em vinho,
dos rios, lagos, marés e cachoeiras,
salgadas, doces, porém todas vermelhas.
Lavando seus pés,
molhando os seus seios,
escorrendo sobre todo seu corpo
o doce veneno,
que nos embriaga a sede de outras paixões.
Pequenos Bacos
brincando de serem anões,
e todo pecado será desculpado
por todo motivo impulsionado por prazer.
Toda musa será deusa,
todo ateu será josé,
e o pecado é não beber
da fonte das águas de Forestier.

Millôr: sempre atual


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O tempo passa...

Merlí, o professor

Ivar Hartmann

O que relato deve interessar sobremaneira a professores, alunos e pais. Psicólogos e profissionais liberais e, para todos que já fizeram o ensino médio, ou que vão fazê-lo, ou que gostam de uma boa série de televisão. Pelos preços que pagamos pelos canais de filmes da NET ou SKY, que, com raras exceções, exibem filmes velhos e enlatados com propaganda ou bobagens americanas e são uma droga, podemos ter acesso a Netflix. Enquanto os primeiros fixam o filme e o horário em que podemos assisti-los, e como ovelhas somos obrigados a acompanhar, a Netflix disponibiliza todos os filmes e séries de seu acervo para nós os olharmos a hora que queremos, pelo tempo que quisermos. Por isso, esta independência de assistir um filme de acordo com a nossa disposição e não dos canais pagos, que deveriam ser meros fornecedores, mas são nossos patrões, fixando nossos horários de lazer.  Este tipo de diversão, em que somos donos de nossa vontade, tem aumentado tanto que os canais de filmes estão se adequando para a nova realidade. Vale a pena ao leitor ver a novidade que dá uns dias de experimento gratuito. Não quer dizer que a Netflix seja uma maravilha cinematográfica. Longe disso. Com uma grade em que os filmes americanos devem ser de mais de 90% do acervo, temos pouca disponibilidade de buscar filmes do cinema europeu, mais cerebrais, mais lógicos, mais artísticos, mais voltados à vida real. Mas, e, por exemplo, temos várias ótimas séries da BBC inglesa, com o padrão da emissora. E de outras nacionalidades.
Por acaso, entre as séries da Netflix encontrei uma que comecei a assistir só porque se tratava da vida de um professor. Na sala de aula e em seu dia a dia. É impagável! São treze capítulos que, depois do primeiro, foram vistos rapidamente porque a vontade era continuar assistindo. Quanto terminou o último lamentamos não ter seguimentos. A série espanhola (ou melhor, dizer catalã), passa-se em uma escola estatal de ensino médio em Barcelona. Um professor de filosofia (o Merlí), desempregado e sem dinheiro, é contratado para ela. Os alunos são os alunos que se vê em escolas brasileiras de ensino médio. Os professores idem. Seus problemas pessoais, familiares, ciúmes e mal entendidos entre colegas. E lições de vida bem humoradas e permanentes do Merlí que revoluciona a escola. O professor que pedimos a Deus. Veja um capítulo. Pare se conseguir.
ivar4hartmann@gmail.com