terça-feira, 3 de maio de 2016

PBF faz exigências ao futuro presidente Temer

Di Barreira quer parlamentarismo
Um documento da cúpula do Partido do Bar de Ferreirinha (PBF) elaborado como condicionante para apoiar o eventual governo Michel Temer, prevê a discussão para se adotar o parlamentarismo a partir de 2018, ano em que termina o atual mandato presidencial. 
Chamado internamente como “Carta de Princípios”, a lista de 15 itens foi fechada na tarde de ontem, sob a coordenação do presidente nacional do PBF, empresário Bibica Di Barreira.
Ele deve entregar a carta pessoalmente a Temer hoje, após reunião com integrantes da Executiva do partido. 
A cúpula do PBF defende a “expressa” redução do número de ministérios e cargos comissionados. 
O tema foi inserido como um dos itens prioritários num momento em que ainda não há, dentro da legenda, consenso sobre como participar do novo governo Temer.
A ideia de parte da cúpula pebefista é aguardar a nova gestão iniciar e “ver que cara terá” para só depois integrá-la. 
Dentro desse entendimento, a possibilidade de o empresário Bibica Di Barreira ocupar um ministério na nova gestão deverá ser considerada como uma indicação “pessoal” de Temer, e não do partido. 
Entre os pebefistas cotados para uma pasta está o secretário-geral do partido Caco Dentão.
O documento do PBF defende que um dos caminhos para sair da atual crise é a ampliação das concessões e privatizações, orientação que teve a colaboração de Adelço Medeiros, conhecido como O Ganhador.
Ele chegou a ser sondado para participar da equipe econômica do eventual governo Temer.
O PBF defende ainda o combate rigoroso à inflação e a simplificação do sistema tributário, para torná-lo “mais justo e progressivo”, além de pedir a manutenção dos programas sociais.
“Numa situação de crise aguda como a atual, deve estar garantida a manutenção e a ampliação dos programas sociais que se direcionam para os segmentos mais vulneráveis e de menor renda da população, em especial o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronatec, o Fies e o Prouni”.

O último baile da presidente

Ivar Hartmann

Um episódio pouco lembrado da nossa história levou o nome de Baile da Ilha Fiscal. Foi o baile realizado pelo Governo Imperial, na ilha deste nome, no Rio de Janeiro, no sábado, 9/11/1889. reuniu cerca  de 500 convidados e custou uma fortuna á época: 250 contos de reis. Foi uma festa de proposital ostentação, promovida pelo Conselho de Ministros de D.Pedro II, para provar a força do Governo Imperial frente às conspirações republicanas que grassavam na Capital do Brasil. Na sexta seguinte, dia 25, o Imperador foi deposto. Os historiadores interpretam esta festa como uma demonstração do quanto o governo de então estava divorciado do povo, dos políticos e das entidades que produziam a riqueza do país. Em bom português, o governo de Pedro II vivia “no mundo da lua”. Abandonado por todos, à exceção da nobreza que se privilegiava com os benefícios do poder, não se dava conta que não mais existia. É o que ocorre novamente. A atual presidente está nesta mesma situação. Só não foi ainda abandonada pelos que temem perder seus privilégios: CUT, MST, deputados e senadores da base aliada e o chefe real do poder, em vias de ser preso por ladrão.
Faltava um baile, ou seja, uma despedida à altura de um governo deste porte e apropriado aos seus membros. Como os tempos são outros, a Miss Bumbum Miami 2013, resolveu dar um baile para a presidente: A Miss Bunda nos EUA é 1ª. Dama no Brasil, pois casou com o Ministro do Turismo (apropriado: Miss Bumbum e Ministro da Dilma). Então postou nas redes sociais com ampla divulgação, as fotos dela, feitas no Gabinete do Ministério do Turismo em Brasília. Em poses sensuais, em um vestido que encolheu, deixa a mostra seus atributos pessoais mais notáveis: acima dos joelhos e abaixo do pescoço. Seu par no baile, conforme as fotos é o maridão, o ministro indicado por Dilma. A percanta (vide Carlos Gardel) escreve: “Não é a toa que ao lado de um grande homem existe sempre uma linda e poderosa mulher”. Deus acuda! Onde será que andam com as cabeças nossos governantes? E o ministro bancar o dançador de tango? Coitado. O pior, dizem que ele é gaúcho! Mas bá! Quando um lúcido de plantão viu as fotos e a reprovação popular a elas, mandou retirá-las das redes. Mas o Brasil já tomara conhecimento das fotos da Miss Bumbum. E a presidente se despede com seu baile pessoal, no qual ainda não dançou. Ainda.
ivarhartmann@hotmail.com

Só é o que falta



Dentadas


"A CACHAÇA É UM BARATO.CLAREIA O ESPIRITO E A COMPREENSÃO, ATENUA A IRA, TIRA A TRISTEZA,NOS
DÁ FELICIDADE E ALEGRIA".
                                                      CACO DENTÃO

6 por meia dúzia é a nova esperança

AUTO_heitor


Ladrão roubando ladrão

- Paulinho, a lavadeira roubou duas toalhas.- De nossa casa?- É.- Mas que ladra! Filha da puta! Quais foram as toalhas?-Aquelas que roubamos do Motel! 


Mossoroense põe bebê no freezer para baixar a febre

A namorada do mossoroense Dedé de Rita deixou o rapaz tomando conta de sua filha de 1 ano e, quando voltou para casa, encontrou o bebê no freezer, espremido em meio a pacotes de gelo e pão. Tamanha crueldade foi, na verdade, uma tentativa do rapaz para baixar a febre alta da menina. Segundo Dedé, ele já havia tentado por uma toalha molhada na testa do bebê e levá-lo para dar uma volta ao ar fresco. Levado à delegacia, Dedé admitiu à polícia o óbvio: não leva o menor jeito para cuidar de crianças. Já a mãe da menina, por não ter percebido isso, perdeu a guarda da criança, que ficou com a avó materna.
A AVÓ MATERNA COM MUITA EXPERIÊNCIA DE VIDA, ACABA COM A FEBRE DA MENINA, COLOCANDO "APENAS" A CABEÇA DA CRIANÇA NO FREEZER E NÃO O CORPO TODO TODO COMO FEZ AQUELE PAI MUITO BURRO!


Alimentação despenca

               Detalhe: não foi o preço e sim, o prato

                com comida que caiu no chão.



Nosso menu

Alma Kelpie

Hoje cearemos Desejo,
feito a fogo lento.
Cozinhado por tuas mãos
em meus vértices íntimos
e acalentando com minha boca
o mais sensível
de tua tenra pele.

Tremores de olhares picantes
com pingos de caricias e
um primeiro prato de mãos inquietas.

O segundo uma combinação de prazer
acompanhado de desejosas penetrações
com molho de suspiros e sussurros luxuriosos.

Beberemos a respiração ofegante
que sugere uma chuva de paixão
na dança mais lasciva que se tenha dançado.

De sobremesa, nossas bocas,
no que será a prorrogação
de momentos de ternura
e horas de paixão.
Esta noite, faremos algo mais que o amor.

Dilmadas



segunda-feira, 2 de maio de 2016

A voz do povo


Fernando Antonio Bezerra

Não existe, em Caicó ou região, alguém que seja totalmente indiferente a Emissora de Educação Rural de Caicó AM. Ela, de alguma forma, já esteve presente na vida de cada um dos filhos e residentes do Seridó. Seja pelo noticiário; pelos Violeiros ou pelos avisos; pelos programas de evangelização ou pelas grandes coberturas feitas acerca de eleições ou fatos graves na cidade, todo seridoense com raízes bem fincadas neste chão sagrado, pelo menos, um dia já parou para sintonizar 830 AM e ouvir a Emissora Rural.
A Emissora de Educação Rural de Caicó nasceu entre razões e emoções que se articularam com equilíbrio, sob a liderança de homens preparados e de muito crédito, em um tempo movido por inovações provocadas pelo dinamismo do pastoreio de Dom Eugênio de Araújo Sales na Igreja Católica Apostólica Romana em Natal e com repercussões em todo o Estado do Rio Grande do Norte. Na Diocese de Caicó, particularmente, a liderança foi exercida com destacado entusiasmo por Dom Manuel Tavares de Araújo (*7 de julho de 1912/+18 de fevereiro de 2006), cujo Bispado se deu no período de 17 de maio de 1959, data da posse, até 1978. Em 2003, entrevistado pelo Professor Mário Lourenço para sua tese de doutorado, Dom Tavares - falando sobre a Emissora Rural - disse: “Para mim, foi a maior coisa da minha vida que fiz, foi a fundação da Rádio Rural. (...) Foi um ponto muito interessante de formação. Não era somente religião, era também a educação do povo. Eu deixo a mensagem que ela continue, de tal modo que eu desejo que seja fonte de educação religiosa e civil do povo do Seridó, porque o povo precisa de uma educação a toda prova”.
Primeiro prédio da Rural: Rua Otávio Lamartine, centro de Caicó
Assim, com o apoio de muitos, depois de campanhas no Seridó e fora dele, a Emissora de Educação Rural de Caicó foi ouvida a primeira vez, em caráter experimental, no dia 21 de fevereiro de 1963 e oficialmente inaugurada no dia 01 de maio do mesmo ano, em solenidade iniciada às 9 horas e bastante prestigiada por autoridades e pelo povo. No ato inaugural falaram Dom Tavares que também ministrou a benção sobre as instalações e, ainda, o Prefeito de Caicó, José Josias Fernandes; Gumercindo Amorim (Rádio Brejuí); Padre Itan Pereira da Silva (1º. Diretor); José Lucas de Barros (em nome do Banco do Brasil); Padre José Celestino Galvão, pelo clero diocesano; José Salvador representado os estudantes e Paulo Celestino que se pronunciou pelos católicos, mesmo não estando previamente acertado, mas estimulado pelos presentes e por ter sido facultada a palavra.
Os Padres Galvão e Itan foram importantes protagonistas neste enredo. Padre Galvão porque mantinha uma difusora (A Voz do Seridó) a partir da Paróquia de Santana, o que significou aprendizado para alguns que, depois, foram para a Rádio Rural. Padre Itan, por sua vez, liderou o efetivo início, desde a participação na campanha de mobilização e organização até a produção da primeira programação. Aliás, coube ao Padre Itan, em um de seus primeiros pronunciamentos, aclarar alguns dos propósitos da nova Emissora que, além de evangelizadora, seria educativa e libertadora: “você que tem um filho que não pode estudar porque tem que lutar no pesado logo cedo. Você que é analfabeto e não conhece a civilização. Agricultor do sertão. Hoje é o seu dia. Você sofre tudo isso, mas agora sabe que tem uma Rádio para defendê-lo e, sobretudo para ajudá-lo. Você agora vai educar-se e politizar-se. Através das escolas radiofônicas receberá alfabetização e educação de base. Terá instrução e poderá ser um homem livre, um habitante da civilização moderna.”
Os pioneiros da Rádio Rural de Caicó
Sob a liderança de Dom Tavares, a operacionalização de Padre Itan, um novo grupo se formou, dentre os quais, nomes que integraram a primeira equipe: Zé Gerôncio, Neto Damásio, Getúlio Costa, Moacir Pinheiro, Alcimar de Almeida, Paulo Celestino, Evilázio, Pedro Celestino, Moacir Maurício Dantas, Zélia Gurgel, Maria Marta Araújo e Terezinha Brito. Outros colaboradores, apoiadores, funcionários logo se somaram ao projeto que há muito era desejado por uma cidade que crescia e, de fato, era a Capital próspera do sertão seridoense. Da primeira grade de programação ainda estão no ar os programas “O Mundo Bíblico”, com Monsenhor Antenor Salvino de Araújo, e os de cultura regional: Violeiros do Seridó e Forró pela Rural. 
Depois de Padre Itan, o Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo assumiu a direção. Em alguns períodos menores já respondia pela direção, mas de 1967 a 2012 foi o efetivo diretor e, sob seu comando, a Emissora se consolidou não apenas como um veículo de credibilidade e audiência, mas se tornou maior, tendo em vista que, neste período, surgiram a Rural FM e a Rural AM Parelhas. Em entrevista à imprensa, já como ex-diretor, Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo, disse: “A Rural ainda é a voz do povo, fato que se repete muitas vezes na sua programação, e é verdade. O povo começou a ter um meio de comunicação para ouvir a si mesmo. Vi a Rural nascer e crescer, como fruto do bem que dom Tavares apresentou em toda a sua profundidade na comunicação de Deus em Cristo”. 
Em 2012, já como Sistema Rural de Comunicação, o Padre Ivanoff da Costa Pereira assumiu a direção em substituição a Monsenhor Tércio. Já com a nova direção, uma outra emissora foi incorporada: a Rádio Currais Novos AM, antiga Brejuí, a primeira a ser fundada no Seridó. A semente, portanto, bem plantada por Dom Tavares e tantos outros, germinou, rendeu frutos e continua a fazer parte da vida seridoense, contribuindo para fazê-la melhor, contando a cada dia a história da região, a mudança dos costumes, os novos acontecimentos, seus personagens e os desafios de um mundo em transformação que, às vezes, sem prumo e sem rumo, não é fonte de boas notícias. Mas, assim mesmo, como os que nos antecederam, não percamos a emenda do fio da esperança.

Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó e escreve às segundas-feiras.

Piadinha cu de loira


Um homem estava de passagem por uma capela moderníssima toda em cor de rosas, quando percebeu que lá havia um velório.
Curioso, ele resolveu entrar para ver como eram os velórios naquela casa santa e moderna. 
Ao chegar, viu centenas de buquês de flores das mais variadas.
No caixão estava a morta inteiramente nua, loiríssima, e ao lado um grande pote cheio de creme 
muito perfumado.
Cada uma das presentes - também loiríssiimas reluzentes - pegava um pouquinho de creme e passava na defunta.
Surpreendido pela cena inusitada, ele aproximou-se de uma das mulheres e perguntou: 
- Desculpe-me a ignorância, mas porque vocês estão passando creme na defunta? É tradição aqui?
A moça loira respondeu: 
- Não! É inédito! Nunca fizemos isso. Mas é que, um dia antes de morrer, ela pediu para ser cremada.

O cafezinho

Ipueira tem excelente saldo de empregos na agropecuária

A força do agronegócio em Ipueira promete avançar de forma expressiva em 2016. 
Prova disso é que logo nos quatro primeiros meses do ano, a agropecuária foi responsável pela criação de 8.616 novos postos de trabalho - o maior saldo de empregos no setor, dos últimos 12 anos. 
Os dados resultam de um levantamento realizado pelo Observatório do Trabalho, que comparou os primeiros quatro meses de cada ano na série histórica a partir de 2004.
Segundo o estudo, o saldo mais próximo desse resultado foi em 2007, quando Ipueira gerou 7.572 novas vagas de emprego, considerando que, naquele ano, o Produto Interno Bruto (PIB) local chegou a 6,72%.
O empresário Toinho de Anibal lembra que o desenvolvimento do setor agropecuário responde às flutuações econômicas nacionais. 
“Em Ipueira, o desempenho se deve, também, ao forte apoio dos setores produtivos, e, principalmente, às cooperativas”, afirmou.

O troco

Dentadas

NO FIM TUDO DARÁ CERTO. SE NÃO DEU CERTO, É PORQUE AINDA NÃO CHEGOU AO FIM.
CACO DENTÃO

No consultório médico

Dilmantras

VIA TOMAMAISUMA


“É difícil falar tudo que nós fazemos, mas vou tentar. 
Primeiro, eu queria dizer uma coisa: para nós, toda conquista, toda e qualquer conquista, é sempre apenas um começo. 
Você conquista e depois você tem que continuar conquistando. 
Então, toda conquista é apenas um começo. 
Nós sabemos que a luta é uma luta contínua, quando a gente fala de direitos. 
A conquista é só o começo”.
Dilma Roussef

Comeu todos

Fazer amor é...

H. Thiesen

Fazer amor é...
Uma sensação intensa
Uma entrega
Uma troca
Fazer amor é...
Lábios unidos
Beijo molhado
Línguas afiadas
Carícias ousadas
Bocas devoradoras
Sedentas e famintas
Peles arrepiadas
Vontades desvairadas
Pelos eriçados
Toques sutis
Pernas entrelaçadas
Maliciosas e febris
Sexos molhados
Prazeres deleitados
Sussurros e gemidos
Ímpetos alucinados
Corpos suados
Êxtase enlouquecido
Paixão alucinada
Movimentos ritmados
Desejo realizado
Gozo estremecido
Fazer amor é
Indefinível!

domingo, 1 de maio de 2016

É festa

apd


Diálogo de um caicoense no motel


Ciduca Barros

Não concordo com esta frase infame e machista: “Quem gosta de homem é veado, mulher gosta mesmo é de dinheiro”. Nada direi sobre as preferências de quem é homossexual, pois não sou homofóbico nem tampouco sou simpatizante e nada entendo de terceiro sexo. 
Como heterossexual que sou, afirmo que mulher gosta mesmo é de amor, carinho, respeito, afeto, ternura, colo e aconchego, além de dinheiro, lógico – não necessariamente nessa ordem.    
Entretanto, inspirado na maliciosa frase supracitada, nada me impede de contar aqui uma historieta, também infame, além de picante e divertida. 
Um conterrâneo, homem já passado nos anos, um belo dia conheceu uma garota de programa, jovem, bonita, gostosa, e terminaram num quarto de motel. 
Ele é gordo, careca e desajeitado, usando um terno suado e amarrotado (foi depois de um árduo expediente), mas experiente e matreiro, sabia que aquela garota estava ali, logicamente, por razões exclusivamente financeiras, ou seja, sabia que ele era um “gastoso” e não um gostoso. 
A jovem, por sua vez, também sabia, conscientemente, que enfrentaria aquele pacote apenas pela grana.
O coroa, pensando em usufruir bem do seu dispêndio, foi com sede ao fundo do pote. 
A bela garota, sabendo que seria, regiamente, remunerada, entregou-lhe todo o conteúdo do seu pote. 
Desnecessário seria descermos aos eróticos detalhes. Acrescentemos, destarte, que, em nome dos seus respectivos objetivos, aqueles dois lutaram um bom combate.
Fim do embate, os dois ainda deitados no leito, com os lençóis revirados pela renhida luta, e ela, no afã de continuar simpática e agradável, para garantir seu lucro financeiro, virou-se para ele e desfechou um mentiroso elogio:
– Você é muito lindo, meu amor!
Nosso conterrâneo, saciado, mas já pensando no dinheiro que iria desembolsar, nervosamente, sabendo também que está mais para sapo do que para príncipe, desfechou na bucha:
– Que lindo que nada, mentirosa! Você quer é meu dinheiro, sua puta!
Escritor, funcionário aposentado do Banco do Brasil e colaborador do Bar de Ferreirinha.

Companhia de teatro caicoense é selecionada para festival internacional


29 fitubA Trapiá Companhia de Teatro, do Centro de Ensino Superior do Ceres Caicó da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi selecionada para participar do 29º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau-SC, considerado um dos mais importantes festivais de artes cênicas da América Latina, que ocorre dos dias 7 a 14 de julho deste ano. O grupo apresentará o espetáculo P’s, e será o único representante do nordeste brasileiro.
Dirigido por Lourival Andrade, professor do Departamento de História do Ceres, que conta com pesquisas na cultura popular e experiência no teatro, e escrito pelo dramaturgo Gregory Haertel, o espetáculo é ambientado no sertão nordestino e conta a história de um jovem que assassina brutalmente seus familiares. O foco está nas intensas contradições da personagem para colocar em discussão temas como a memória, a psiquiatria, a justiça e o amor desmedido.
Trapiá Companhia de Teatro
A companhia nasceu em 2014, com a proposta de descobrir obras teatralizáveis e convidar um dramaturgo para fazer a transposição do texto literário ou científico para a linguagem cênica. Contando com a parceria da Associação União do Sobrado, ponto de cultura que desenvolve eventos artísticos na região do Seridó, o espetáculo P’s é o primeiro trabalho do grupo.


Recadinho



Berada para cumadri

ROLANDO BOLDRIN

Vamos começar dizendo que carreiro é quem trabalha com carro. Mas não é automóvel, não. Estou falando de carro de boi, hoje coisa que não existe mais. Pra quem não conhece, é um carroção de duas rodas grandes com um troço chamado cocão, que geme quando enfrenta uma subida. E isso é o mais bonito. O carreiro segue falando com os bois, chamando todos pelo nome – quase sempre, nomes curiosos como Pintado, Barroso, Tirolês, Atrevido…
Mas eu estou falando de carro de boi pra contar um causo justamente enfocado nisso, do Dito Preto, que era meu amigo. Era o Dito, o carro de boi e uma cumadri, mulher de um cumpadi da colônia da fazenda. A dita cuja, mulher do cumpadi, pega uma carona (berada) no carro de boi do Dito, que naquele sábado ia pra cidade a fim de fazer umas comprinhas.
O Dito, sujeito educado e coisa e tal, após dar a berada pra cumadri, começa a ter uns lampejos de vontade de cantar aquela que há muito tempo vinha lhe perturbando as ideias com seu jeito de cabocla garbosa. E, como todo bom carreiro que fala com os bois, o dito ia falando com os do carro dele. Aliás, devo dizer que os bois do carro dele se chamavam Vatô e Segredo.
Dito (falando rimado com os bois) – Vem, Vatô! Encosta, Segredo! Tô com vontade de cantá a cumadri, mas tô cum medo…
Ao que a cumadri prontamente mostrou que também sabia rimar:
Cumadri – Vem, Segredo! Encosta, Vatô! Se o Dito Preto me cantá, eu dô…



Eles só pensam naquilo



A ideia

AUGUSTO DOS ANJOS

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica …
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

Responda rápido