sexta-feira, 31 de julho de 2009

Logicamente, o baile será de paletó



A Festa de Sant'Ana 2009 só termina domingo, dia 2 de agosto, mas o grande evento social será realizado hoje.

É o tradicional Baile dos Coroas, no Atlético Clube Corintians, a partir das 23h00, com exigência de traje passeio completo para os participantes.

Pelos salões do Corintians, há um verdadeiro desfile de estilos: homens com paletós de corte italiano, gravatas de seda... e também ternos mais baratos, da Colombo, gravatas com o nó já feito que se compra em qualquer armarinho de miudezas.

O que interessa é participar.

As mulheres fazem altas produções, com vestidos longos, bordados, jóias penduradas no colo e nos braços, cabelos bem escovados ou com penteados exclusivos para o evento. Elegância e breguice convivem harmonicamente durante as quase 6 horas de festa.

No artigo As celebrações da Festa da Gloriosa Senhora Sant'Ana de 1930, as professoras Dorinha Fernandes e Marta Maria de Araújo mostram que "as festas eram muito concorridas e notadas pelo luxo e riqueza dos trajes".


Eles dizem que as casas comerciais da época renovavam seus estoques de tecidos finos,, chapéus, lenços, luvas, calçados, bolsas e perfumaria "para atenderem satisfatoriamente uma população ávida por novidades, de acordo com os últimos padrões da moda feminina e da moda masculina".

O artigo registra que as senhoritas usavam vestidos e chapéus feitos de crepe, voile, organdi e musselina. "O vestir-se bem já correspondia ao desejo de distinção social na Caicó de 1939".


O Bar de Ferreirinha reproduz algumas fotos que ilustram o artigo, que foi publicado no Livro de Memórias, da Editora Idéia, João Pessoa, organizado pelas professoras Eugênia Dantas e Grinaura Medeiros de Morais.

As fotos são de José Ezelino (1889-1952), o fotógrafo que registrou os fatos de Caicó na primeira metade do século passado.




As fotos da Feirinha de Sant'Ana

Feira grande a Feirinha de Sant'Ana de 2009.

O povo foi às ruas, bebeu, comeu, brincou e todo mundo se divertiu.

O Bar de Ferreirinha fez o registro fotográfico.

Um aperitivo do que foi a festa você confere abaixo.

Depois, postaremos o álbum completo.











quinta-feira, 30 de julho de 2009

Feirinha de Sant'Ana reúne multidão em Caicó

E o grande evento profano do dia, a Feirinha de Sant'Ana, já começou na Praça Monsenhor Walfredo Gurgel, em frente à catedral.

Milhares de pessoas já se concentram ao redor das barracas e embaixo dos pés de tamarindo e ficus pra escapar do sol escaldante que está alumiando tudo em Caqicó, hoje.

Caravanas de várias cidades do Seridó, de Natal e de outros estados, chegam a cada minuto: é a maior concentração humana da Festa de Sant'Ana depois da Procissão de Encerramento.

O Bar de Ferreirinha está se desolocando para a Feirinha de Sant'Ana e logo mais trará a cobertura fotográfica para os seus clientes espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

Até daqui a pouco.

Festa dos anos 70, 80 e 90 foi tudo de bom

Não teve forró Pé de Xana, mas
ninguém sentiu a menor falta


Acabou por volta das 4 da manhã.

A multidão, suada e feliz, queria mais, porque foi muito boa a festa.

O Bar de Ferreirinha estava lá e constatou que ainda há vida inteligente no show business local: a Festa dos Anos 70, 80 e 90, realizada ontem na concha acústica do Sesc-Caicó tocou pop, rock, disco e outros ritmos dançantes.

Só não tocou o forró Pé de Xana que está programado para a maioria das festas que rolam a partir de hoje em Caicó... e ninguém sentiu a menor falta.

Parabéns a Suerda "Negona" Medeiros pela iniciativa: a nação baladeira agradece.

Tocaram Max e Banda, num show impecável, os rapazes de Uskaravelhos, banda de pop-rock de Natal que agradou a todos, e o DJ Tchelo, com seu pop rave.

Valeu, e que venham mais festas deste tipo.

Ryfs ignora a crise econômica

Pelo menos uma empresa de respeito não sabe o que é crise.

A Ryfs Empreendimentos S A, empresa que atua no ramo de entretendimento no mercado caicoense, está comemorando em alto estilo o investimento altissimo que fez para a Festa de Santana.

O Departamento de Imprensa (DI) comandado pelo competente jornalista Orlando Rodrigues, o Caboré, informa que a rifa promovida pelo megaempresário Emídio Bibica de Barreira conseguiu vender todos os números.

O sorteio será realizado no próximo sábado, numa operação semelhante a que ocorreu em Currais Novos por ocasião do sorteio da Mega Sena.

O empresário Bibica já entrou em contato com Paulo, gerente da Banca de Charles, e o sorteio ocorrerá na avenida Rio Branco, às 4 da tarde.

Espera-se uma multidão para ver o sorteio, cujos prêmios são: uma rede sol a sol e um relógio Mido, todo de ouro.

O valor do prêmio está sendo guardado a sete chaves pela Ryfs, mas especialistas no assunto ouvidos pelo Bar de Ferreirinha que ultrapasse a cifra de 1 milhão de dolares.

Cerca de 90 seguranças foram contratados pela Ryfs.

Pela primeira vez na história da empresa o prêmio será entregue na hora.

Nelhão de Zé Benévolo acha que desta vez ganha, embora o "caba" que mora depois do mundo novo também esteja na parada.

Parabéns a Bibica pela ousadia do investimento e boa sorte a todos.

O Bar de Ferreirinha vai cobrir o evento.

Quem ganhar, sai com Mido de Bibica.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Agendão da Festa de Sant'Ana - 29 de julho

A noite promete!

Beatos e beatas, bêbados, loucos e equilibristas, anotem, abaixo, as programações pra quem quer rezar e pra quem quer cair na gandaia.

Agende-se!

Programação Religiosa

19h00
- 6ª Novena da Festa e Bênção do Santíssimo Sacramento, na Igreja de Sant’Ana.


Noitários - Zonal III (Paróquias: Nossa Senhora da Guia de Acari, Nossa Senhora dos Remédios de Cruzeta, São José de Carnaúba dos Dantas e São José de São José do Seridó), Adese, DDAS, Coase, Coopais, Proarte (Sethas), Cracas e Associação das Bordadeiras.

Tema - “Eles porém, insistiram: ficam conosco, pois já é tarde e à noite vem chegando”.

Pregador - Padre Amaurilo José da Silva.

Programação de Farras

Pavilhão cultural - 1º leilão do artesão com Quinteto Caicó e convidados


Praça da Liberdade - Cabralzinho e Filarmônica Euterpe Jardinense, regida pelo maestro Orílio Segundo de Medeiros

Quiosques da Ilha - Marquinhos Carrera

Palco Principal da Ilha - Canindé e Banda e Ferro na Boneca

Brisas Balneário – Zezo e seus Teclados

Casa de Cultura - Sílvio Ceará

Concha Acústica do SESC - Festa dos Anos 70, 80 e 90, com Uskaravelho e Max e Banda

A Furiosa tocava regularmente no Bar de Ferreirinha

Banda Recreio Caicoense faz pausa para molhar a garganta

O Bar de Ferreirinha recebeu uma foto absolutamente fantástica, enviada pelo cliente, concluinte do curso de Jornalismo e músico da Banda Recreio Caicoense, José Geraldo Faustino de Oliveira.

Geraldo está levantando dados e material iconográfico sobre a nossa Furiosa, que completou 100 anos em 2009, e marca presença em todas as Festas de Sant'Ana desde que a banda foi oficialmente fundada, tocando as alvoradas e retretas da Praça da Liberdade.

Quem aí não acompanhou a Furiosa, encantou-se com os seus acordes e fantasiou a possibilidade de ser músico, tocando clarinete, bombardino ou sax?

Pois bem, a relíquia descoberta por Geraldo Faustino mostra justamente a Banda de Música Recreio Caicoense numa pausa para uma rodada de cachaça e cerveja em pleno Bar de Ferreirinha, o que, na época, era corriqueiro para os músicos entre um dobrado e outro.

Alguns foram identificados por Geraldo: o maestro era José Mário, o homem alto e magro, empunhando um saxofone, de óculos escuros à direita na foto.

Ele era sargento-músico do Exército Brasileiro e foi convidado em 1958 pelo prefeito José Benévolo Xavier para assumir a regência da Banda, onde ficou até 1962.

Zé Mário assumiu no lugar de Manoel Victoriano de Fontes, o Bedé, tio-avô dos jornalistas (ir)responsáveis do blog Bar de Ferreirinha, e foi sucedido por Manoel Paulo da Cunha (maestro interino), Luiz Paulo Filgueira, novamente Manoel Paulo da Cunha (agora efetivo) e o atual Totó Medeiros.

O blog identificou o Comendador Ferreirinha ao centro, de camisa listrada, com óculos escuros e um cigarro na mão, vizinho a Doidelo Fontes, também de óculos escuros.

O segundo, sentado da esquerda para a direita entre o clarinetista e o trombonista, aparenta ser Vicente Peitica, que estava domingo passado desfrutando da festa dos 50 anos do Bar de Ferreirinha.

Quem souber identificar mais alguém da foto, mande a informação pelo e-mail: bardeferreirinha.blogspot.com

Vem aí a Fórmula 1 das cervejas


Loura turbinada tem 18% de teor alcoólico, marromeno uma meiota de cana

Ainda vai demorar a chegar no Brasil, mas a notícia já corre o mundo através da BBC: uma cervejaria da Escócia, a BrewDog, lançou no mercado britânico a cerveja Tokyo com 18,2% de teor alcoólico (foto: BBC).

Fazendo as contas: beber uma garrafa desta loura turbinada, equivale ao consumo de meia garrafa de cachaça Samanaú.

Ou seja, agora o pingunço pode beber uma cerva gelada com potência de meia garrafa de cana, incluindo as vantagens do sabor mais ameno e a ausência de gatos arranhando a goela.

A quantidade de álcool – seis unidades – numa garrafa de cerveja Tokyo de 330 ml é duas vezes o limite médio diário recomendado pela Organização Mundial de Saúde para um homem adulto.

No Brasil, o teor alcoólico das cervejas mais famosas – Brahma, Antarctica, Skol ou Nova Skin – fica entre 3% e 5%.

Com a Tokyo o barato chega rápido, mas é bem mais caro: ela está sendo vendida na Grã-Bretanha por 9,99 libras (cerca de R$ 31) a garrafa.

Se você não bebe apressado, faça as contas: dá pra tomar 10 Brahmas da Antarctica ou da Skol ou da Nova Skin no Bar de Ferreirinha, e ainda sobra um real pro espetinho.


POESIA DE BAR - O rico e o pobre


E haja colaboração!

Esta foi enviada por Roseane Josué, a tia mais coruja desta Festa de Sant'Ana, desde que Luís Felipe chegou ao mundo há 10 dias.

Veio musicada, mas o Bar de Ferreirinha ainda não conhece a tecnologia para colocar o arquivo à disposição pra download.

Assim, segue a letra abaixo, e a música tem disponível no www.youtube.com

Bem escatológico e real, é um poema característico de mesa de bar:


O Rico e o Pobre
Ary Toledo

Rico correndo é atleta
Pobre correndo é ladrão
Rico com medo é nervoso
Pobre com medo é cagão
O rico mete na cama, ai...
O pobre mete no chão

O rico usa brinco é playboy
Pobre usa brinco é viado
Pobre traído é chifrudo
Rico traído é enganado
Rico metendo é amor
Pobre metendo é tarado

Casa de rico é mansão
Casa de pobre é maloca
Doce de rico é bombom
Doce de pobre é paçoca
Pinto de rico é pênis
Pinto de pobre é piroca

Banheiro de rico é toalete
Banheiro de pobre é privada
O rico vai fazer xixi
O pobre vai dar uma mijada
O rico vai fazer coco
O pobre vai dar uma cagada

Zona de pobre é puteiro
Zona de rico é boate
Barco de pobre é canoa
Barco de rico é iate
Amante de rico é dama
Amante de pobre é biscate

O rico come lagosta
O pobre come chuchu
Rico viaja para a Europa
Pobre viaja pa Itu
Bunda de rico tem ânus
Bunda de pobre tem cu

O rico toca piano
O pobre toca corneta
O rico é que se masturba
O pobre bate é punheta
Xana de rico é vagina
Xana de pobre é buceta

Música de rico é concerto
Música de pobre é macumba
Nome de rico é Estela
Nome de pobre é Raimunda
Rico só leva vantagem, ai...
Pobre só leva na bunda

terça-feira, 28 de julho de 2009

Qualidade de vida comendo capim? O caralho!

O texto abaixo foi enviado ao Bar de Ferreirinha por José Tarcísio de Medeiros, o Zezito do Acari, que estava na farra de domingo passado, comemorando os 50 anos do boteco mais charmoso de Caicó.

Depois de uma festa grandiosa como aquela, quando todos os excessos etílicos e gastronômicos foram cometidos, e a consciência de quem bebeu e comeu além da conta ainda está pesada, vale uma leitura deste texto de João Ubaldo Ribeiro.

É pra rir e relaxar.

Grande qualidade de vida
João Ubaldo Ribeiro

Antigamente, não havia qualidade de vida. Quer dizer, não se falava em qualidade de vida. Agora só se fala em qualidade de vida e, em matéria de qualidade de vida, sou um dos sujeitos mais ameaçados que conheço. Na verdade, me dizem que venho experimentando uma considerável melhora de qualidade de vida, mas tenho algumas dúvidas. Minha qualidade de vida, na minha modesta opinião pessoal, não tem melhorado essas coisas todas, com as providências que me fazem tomar e as violências que sou obrigado a cometer contra mim mesmo. Geralmente suporto bem conversas sobre qualidade de vida, mas tendo cada vez mais a retirar-me do círculo ou recinto onde me encontro, quando começam a falar nela.

A comida mesmo me faz estar considerando, no momento, comprar uma balança de precisão e um computador de bolso com um programa alimentar especial. Antes eu comia do que gostava. Fui criado, por exemplo, com comida frita na banha de porco ou, mais tarde, gordura de coco. Meus avós, todos mortos depois dos noventa (com exceção do que só comia o saudabilíssimo azeite de oliva — e ele morreu de AVC) comiam banha de porco e torresmo regularmente, mas, claro, ainda não tinha sido informados de que se tratava de prática mortal. Aliás, comida saudável, que se ensinava nos manuais até para crianças, era composta de leite integral, ovos, pão (com manteiga), carne vermelha ou peixe — frito, então, era uma maravilha para estômagos delicados — frutas e legumes à vontade.

Depois disso, até atingirmos a atual qualidade de vida, fulminaram o leite. Alimento completo, passou a ser encarado com desconfiança, e hoje não sei de ninguém que beba leite integral, a não ser, talvez, algum gorila do Zoológico. O ovo sofreu ataque violentíssimo, assim como o açúcar, a ponto de, tenho certeza, várias receitas tradicionais de doces serem hoje achados arqueológicos, e as poucas que restam constituam uma imitação desenxabida das que empregavam ingredientes normais e não essas massas e líquidos insossos que vivem distribuindo, como leite, manteiga, etc. Claro, mudaram de idéia a respeito do ovo recentemente, mas a mudança de idéias deles só pode ser vista com desconfiança.

Não houve o tempo, e não é preciso ser nenhum Matusalém para lembrar, em que para substituir a manteiga era exigida margarina, alimento saudabilíssimo, que não fazia nenhuma das monstruosidades operadas pela manteiga? O negócio era margarina e durou bastante, até que descobriram que margarina pode ser até pior do que manteiga. Melhor, na verdade, abolir manteiga inteiramente. E margarina, claro, nem pensar. Carne vermelha é uma abominação. Carne de porco é um terror. Vísceras de qualquer tipo devem ser evitadas como o diabo foge da cruz. Açúcar, meu Deus! Sorvete? Só para crianças, e crianças de pais irresponsáveis. Aliás, é um bom desafio achar algo unanimemente aprovado pelos nutricionistas, a não ser, tudo indica, capim.

Mas ninguém pode viver de capim, de maneira que, relutantemente, deixam a gente comer uma coisinha qualquer, contanto que não ultrapassemos o limite de calorias e não ingiramos o proibido e, mesmo assim, com restrições. Peixe cozido ou grelhado, por exemplo, geralmente pode, mas paira sobre seu infeliz consumidor a ameaça de que não esteja fresco ou esteja contaminado por metais pesados e pelo lixo que jogam em rios e mares. Peito de frango (e eu que sou homem de coxas e antecoxas) também assusta, por causa dos hormônios que dão às galinhas e as neuroses que elas desenvolvem, nascendo sem mãe e sendo criadas em cubículos em que mal podem se mexer, a ponto de terem de ser debicadas, para não se autodevorarem histericamente.

Ou seja, mesmo comendo um peito de galinha sem uma gota de qualquer gordura e acompanhado somente por matos e alguns legumes (cuidado com a contaminação de tomates, cenouras e alfaces!), o infeliz se arrisca. Mas vou usar o computador para calcular as calorias, as gorduras e outras características de cada refeição, porque, agora que minha qualidade de vida está melhorando a cada dia, preciso ser coerente.

Fumar, não mais, nem uma pitadinha depois do café (que ninguém sabe direito se faz bem ou faz mal, temperado com adoçante, que também ninguém sabe se faz bem ou faz mal). Beber, esqueça, vai deixar você demente aos 60, além de dar cirrose e hepatite. O famoso copinho de vinho, além de ser uma porção ridícula, também está sendo questionado no momento. Parece que não é bem assim, e uma autoridade no assunto disse outro dia no jornal que o melhor é tomar suco de uva — não industrializado, é claro, por causa dos aditivos.

Restam também os exercícios. Fico felicíssimo, quando, suando e bufando no calçadão, sinto o ar fresco invadir os meus pulmões (preferia logo uma tenda de oxigênio), as pernas doendo e a certeza de que minha qualidade de vida vai cada vez melhor. Até minha pressão arterial (13 a 14 por 8), que era considerada boa para minha idade,agora já é alta e o pessoal dos 12 por 8 já começa a entrar na faixa de risco. Enfim, é duro manter esta boa qualidade de vida, ainda mais agora que me anunciam que caminhadas somente não bastam, tem de malhar também. Ou seja, temos que nos dedicar o tempo todo a manter nossa qualidade de vida.

Mas, aqui entre nós, se vocês no futuro virem um gordão tomando caldinho de feijão com torresmo no boteco, depois de um chopinho, e o acharem vagamente parecido comigo, talvez seja eu mesmo, sofrendo de uma pavorosa qualidade de vida. A diferença é grande. Tanto eu quanto vocês vamos morrer do mesmo jeito, mas vocês, depois da excelente qualidade de vida que estão desfrutando aí com sua rúcula com suco de brócolis, vão ter uma ótima qualidade de morte, falecendo em perfeita saúde e eu lá, no meu velório, com um sorriso obeso e contente no rosto dissoluto.

Valeu, mestre

O apelo do mestre Moacy Cirne foi uma ordem para os biriteiros do Bar de Ferreirinha.

O bloguinho safado volta com força total.

Vamos continuar, já estávamos com essa idéia...

Agora a ordem veio de cima.

O BF fica no ar.

Obrigado, mestre.

Suspensas as férias coletivas

Pessoal,

Curtindo a ressaca da festa ontem e hoje, e lendo os comentários de vários amigos espalhados pelo Brasil, resolvemos suspender as férias coletivas decretadas ontem.

Ficamos felizes com um apelo especial feito pelo nosso correspondente no Rio de Janeiro, o agora também caicoense Moacy Cirne, para que o Bar de Ferreirinha virtual continue funcionando. Obrigado, Moacy.

E hoje, andando pela cidade, encontramos o amigo Tony Pan, músico e frequentador dos bares da vida, que falou entusiasmado sobre a Festa dos 50 anos.

Ele, que se apresenta hoje na programação da Praça da Liberdade, sugeriu até um nome para o evento de 2010, que achamos bacana: Feirinha de Ferreirinha.

Legal, né? Salva o primeiro domingo do marasmão profano.

Abaixo, dividimos com todo mundo os comentários sobre a Festa dos 50 Anos:

ALCIMAR DE ALMEIDA SILVA disse
Parabenizo Roberto Fontes e Pituleira pela genial idéia de promover as comemorações dos 50 anos do Bar de Ferreirinha. Afinal, se outros símbolos tradicionais de Caicó - como o Mercado Público e a Praça Dr. José Augusto - estão praticamente destruídos pela ineficiência dos governantes, devemos preservar e homenagear símbolos outros, como o Bar de Ferreirinha de inegáveis serviços prestados à sociedade caicoense.

BOINHO disse

Parabens e obrigado por ter nos proporcionado momentos de grande emoção.
Sou um leitor diarista do blog.
Meu nome é Irinaldo, nos meus tempo de menino morando em Caicó era conhecido como BOINHO, trabalhei na banca de revista do Bezerra, sou primo de Zé Lavrado, irmão de Itamar (assado).
1 grande abraço para voces e mais uma vez muito obrigado

Moacy Cirne disse
Meus caros:
1. Aproveitei a parte inicial da postagem no Balaio de hoje;
2. Editei mais três fotos da festa;
3. Puxa, vocês poderiam repensar as "férias coletivas": que tal continuarem editando o BF uma vez por semana, ou por quinzena, ou mesmo por mês?
Um grande abraço.
Espero voltar para a Feirinha.

Hercília Fernandes disse
Roberto & Pituleira,
boa demais a matéria! Dá para sentir os bons ventos do que deve ter sido essa "bagunça organizada" - parafraseando alguns trechos de suas falas.
Infelizmente, não pude comparecer, pois ando com alguns probleminhas de saúde e após a festa do Ex-Aluno, diga-se sem cometer excessos, passei bastante mal. Enfim, terei que me controlar bastante nesses dias de Sant'Ana.
Mas, a partir deste artigo, pude ter uma boa noção da festa. Estou muito contente com as homenagens conferidas ao poetíssimo Moacy Cirne. Ele é, sem sombra de dúvida, um dos grandes responsáveis pela difusão da literatura e cultura potiguar, além de um caicoense de direito e coração.
Parabenizo aos dois irmãos pelos preparativos e realização de tão célebre festa.
Um abraço caloroso,
Hercília F.

Andre disse
Antes mesmo das fotos, a cobertura ficou muito legal. Parabéns pela iniciativa e pela festança. Esse ano não pude, mas para o ano com certeza vou ao 50 + 1.

Hosana disse
gostaria de estar participando desta festa escandaloooooo ....desejo ao nosso dignissimo amigo e dono do bar: FERRERINHA...muita saude pra vc e que betinho e pituleita continuem fazendo essa grandiosa festa que futuramente vai estar no calendário festivo de Caicó rsrsrs

Temilson disse
Roberto,
Apesar, de nao estar na festa, curti tudo através das fotos enviadas por Begsim e Saul. Estava na AABB com Nininha morrendo de inveja por não viver esse momento com todos vcs. Agora estou com meu pai relembrando os companheiros de outrora, sócios assíduos do Bar Salvador.
Na lista consta: Zé Dantas, Sargento Jari, Cabo Lucas e Zé Garrido. Jessé de D. Rosa, Cabo Sobriho e Tota. Cavalo Véi, Cabo Nei, Valdeci do batalhão e Siroca. Quinca de Biinha, Manedim, Cabo Bezerra e Bió (também do batalhão). Chagas de Mariheiro, Charles Garrido, Piruta e Curtim ( que ja era dessa época). Segundo meu pai, essa turma marcava ponto todo sábado. Mas tinha a turma tradicional da cerveja da tarde, dentre estes o "Gago Tercino" lembra: Chico Medeiros (Paêta), Antonio Medeiros (que trazia o queijo quente), Gilson da farmácia, Benedito Santos, Toinho Moraes, Genildo Lima, Zé Manteiga (o vasquiano), enfim, muitos que a idade já atrapalha a lembrança, mas uma coisa é certa, da mesma fora que curtimos hoje, era tradição antigamente, fato que só Ferreirinha pode confirmar, pois conforme lembra meu pai, Caicó não seria a mesma se não existisse o "Bar de Ferreirinha".
Tudo isso posso confirmar hoje, qando chego em Caicó e tenho a satisfação de conversar com o "Comendador", cometando a satisfação de também dar continuidade a essa tradição de meio século.
Grande abraço.

Moacy Cirne disse
Vocês e o povo do Ferreirinha estão de parabéns; a festa foi emocionante.
Um grande abraço.

Luiz de França Sobrinho disse
Amigo Roberto, parabéns pela criação do blog e principalmente da galeria das fotos antigas. Este blog com certeza vai ser um ambiente que vai proporcionar muitas recordações. Luiz de França email: sobrinhofrancaluiz@yahoo.com.br

João Madson disse
Saudações tricolores!
Estamos distantes, mas com a cabeça na qerida Caicó. Festa do Ex-aluno CDS, reencontro certo dos queridos amigos.
Um grande abraço Roberto, Joelma, Zé Lavrado, Aninha, Muyraquitan, Ana e Duduza. O sorriso de vcs traduzem a alegria do meu povo, o povo de Sant´ana, o povo do Seridó.
Chegarei para feirinha.

JK disse
amigo, é a tecnologia chegando ao bar de ferreirinha...
um abraço.

Anônimo disse
Manda brasa meu caro Gordo! impedido de ir a Caicó por recomendação do Dr. Eliseu Grande, que recomendou repouso absoluto, acompanho daqui as informações do Bar de Ferreirinha e da Festa de Sant'Ana.
Caicoense Ausente

BV disse
Caros editores.
Apenas para enviar os meus parabéns pelo primeiros "cinquentinha" anos do bar do Comendador Ferreirinha, a quem envio um cordial e fraterno abraço.
E vamos para o Centenário.
Bira Viegas (Bira do IBAMA / J. do Seridó-RN)
www.biraviegas.blogspot.com

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Entramos de férias coletivas

Queridos clientes, leitores e leitoras, amigos e amigas, cordiais inimigos e inimigas:

Entramos de férias coletivas a partir da postagem abaixo.

Ninguém é de ferro: a Festa de Sant'Ana está rolando e os (ir)responsáveis pelo blog Bar de Ferreirinha também têm o direito de se divertir.

Claro, é divertido fazer o blog.

Mas o objetivo original, que era o de promover a Festa dos 50 Anos do Bar de Ferreirinha, foi integralmente cumprido.

Ficamos satisfeitos com o resultado, Ferreirinha adorou, todos os que foram pediram outra festa em 2010, o que passa a ser uma possibilidade.

Um abraço a todos, feliz Festa de Sant'Ana, e nos despedimos com o artigo abaixo, originalmente escrito para a próxima edição de Rastos Caicoenses, livro de artigos sobre Caicó que está sendo organizado pela professora Lidiane Araújo.

Falô,

Roberto Fontes e Clóvis Pereira Júnior (Pituleira)

Só se vende fiado a um grande amigo,
e um grande amigo não pode fiado

Roberto Fontes*

Todas as cidades têm características que lhe servem de referência cultural, gastronômica, paisagística, religiosa, cultural ou de lazer. Ou tudo isso junto. Exemplos? Imagine Natal sem Ponta Negra, Parelhas sem São Sebastião, Currais Novos sem Cristo Rei, Rio de Janeiro sem Fla-Flu, São Paulo sem o Ibirapuera, Timbaúba sem Batista, Acari sem Gargalheiras, Brasília sem o plano piloto, Porto Alegre sem chimarrão, Recife sem frevo, Salvador sem axé... Não existiriam!

Pense como seria estranho Caicó sem a carne de sol, sem a Festa de Sant’Ana, sem Magão, sem o Arco do Triunfo, sem a Rádio Rural, sem o Itans, sem a Praça da Liberdade, sem o mercado público e sem os seus bares e restaurantes. Deus nos livre e guarde, porque a história também se faz de homens e bares. Caicó teve e tem bares famosos, frequentados pelas famílias, boêmios, músicos, artistas em geral, empresários e políticos. A boa comida e a bebida gelada são do cardápio. O aconchego é cortesia.

A memória afetiva registra que o QG de Clóvis fez história nos anos 60, na Avenida Seridó, ao lado do mercado. Era no primeiro andar da loja de tecidos de Zé Lázaro. Pra chegar lá, o cliente enfrentava mais ou menos 50 batentes. Era o lugar preferido da elite caicoense para bater papo, petiscar, tomar uma gelada e arriscar uns trocados no pif-paf. O happy hour de Caicó era no QG, que fechou quando o proprietário Clóvis Pereira foi trabalhar na usina de algodão dos irmãos Torres, a convite de José.

Outro que entrou na história foi o Bar de Xexéu. Localizado na esquina do Mercado Público com a Avenida Coronel Martiniano, era muito freqüentado pela qualidade da carne de sol. Não se sabe o segredo, mas Xexéu conseguia dar o sabor da melhor gastronomia do Seridó a uma simples turina. Irreverente, ele instituiu a administração colegiada do seu bar: quando queria farrear, os clientes tomavam conta do estabelecimento, inclusive do apurado e das chaves. Xexéu nunca levou xexo.

Dos atuais, destaque para o Bar de Zeca Barrão (misto de bar e restaurante), o Bar do Cheira Vara, Bar do Pingo d’Água, os bares do Iate e do Pelicano em áreas do açude Itans, o Bar do Radioamador, o Bar de Neném e o Chalé, instalado em frente à Praça José Augusto. A cidade cultua também os chamados “pés-sujos”, bares itinerantes que funcionam somente à noite nos mais diversos bairros, com serviço de bebidas e petiscos de carne, frango, coração e queijo no espeto.

Remanescente do fim dos anos 50, o Bar de Ferreirinha segue firme fazendo história em Caicó. Foi fundado em julho de 1959, na Festa de Sant’Ana, por Vicente Ferreira de Morais, o Ferreirinha. Em 2009 completa 50 anos de atividades. É o bar mais antigo em funcionamento na cidade, fica na Rua Otávio Lamartine, centro, e é um espaço bacana para encontros e reencontros, especialmente em períodos festivos como o carnaval, a Semana Santa ou a Festa de Sant’Ana.

Oficialmente, chama-se Bar Salvador. Deve ser porque salvou os seus freqüentadores do tédio e da modorra típicas de uma pequena cidade do interior na metade do século passado, bem antes dos acontecimentos que mudaram o mundo a partir de 1968. Ferreirinha, caicoense honorário nascido em Jardim do Seridó, foi garçom do Bar de Ciçim antes de ser dono do seu próprio bar. Na inauguração teve como primeiro cliente José Anchieta Fernandes, comerciante e pequeno proprietário rural.

Zé hoje vai raramente ao Bar de Ferreirinha. Os clientes mais antigos e assíduos são Xexéu (o do bar), Benedito Santos e “Seu”Chico. Todos octogenários. A fauna de frequentadores é formada de boêmios, funcionários públicos, artistas, desempregados, autoridades, jornalistas, políticos em geral (ir ao Bar de Ferreirinha rende buchicho nas rádios e blogs), empresários e agricultores. Todos querem uma boa bebida, petiscos baratos e bater papo sem compromisso. Mulheres raramente aparecem.

O cardápio, famoso pela qualidade, inclui turina e contrafilé assados na brasa, espinhaço de porco torrado, caldos em geral, bife de fígado acebolado e pirão de costela de boi. Tem umbu e laranja pra cachaça, das mais varadas marcas. Aliás, por falar em cachaça, o Bar de Ferreirinha guarda um tesouro etílico: dezenas de garrafas de aguardente Pitu com tampa de cortiça e valor sentimental e pecuniário inestimável. Não adianta insistir que ele não vende. Nem abre uma pra degustação.

Além de ser o templo da boemia de Caicó, o Bar de Ferreirinha também abriga manifestações culturais populares, especialmente aos sábados, dia da feira livre. Lá se apresentam violeiros, emboladores de coco, sanfoneiros e pagodeiros. Vendedores de CDs e DVDs genéricos, pasteleiros e cambistas aparecem regularmente. Pregadores do apocalipse, místicos e “professores” de esoterismo e umbanda, passam lá raramente. É, sem dúvida, o espaço popular mais democrático de Caicó.

Ao longo dos 47 anos de labuta, Ferreirinha cativou os clientes com o seu temperamento cordial, o tira-gosto saboroso e a cerveja geladíssima. Criou três filhos. Desde 2006 o negócio é gerenciado por Ricardinho, primogênito e herdeiro da simpatia e cordialidade do pai. O lema do bar, estampado na entrada em painel acima da porta sanfonada de metal, constrange o fiadeiro. Está lá, com todas as letras: “Só se vende fiado a um grande amigo, e um grande amigo não pede fiado”. Simples assim.

Monsenhor Ausônio Tércio costumava dizer em suas aulas de história e nos aniversários da Rádio Rural – quase cinquentona – que no Brasil não há cidades, basílicas ou monumentos milenares como na Europa. Assim, precisa comemorar ruidosamente cada aniversário de suas instituições, para reverenciá-las e preservá-las. Por isso, os amigos fizeram uma programação tão festiva e extraordinária pelos 50 anos do Bar de Ferreirinha – um ícone da boemia caicoense – completados ontem. Afinal, 50 anos é uma vida.

Viva o Bar de Ferreirinha!

Roberto Fontes é caicoense, jornalista e cliente do Bar de Ferreirinha.

Bar de Ferreirinha: há 50 anos embriagando gerações

Foi absolutamente fantástica a Festa de 50 Anos do Bar de Ferreirinha, realizada ontem, em frente ao boteco mais charmoso da cidade.

Encontro reuniu clientes de todas as gerações, teve a presença do primeiro de todos, o agropecuarista José Anchieta Fernandes, e de outros quatro que desde o início frequentam o Bar de Ferreirinha: Xexéu, Benedito Santos, "Seu" Chico e Pajá.

A festa foi transmitida em tempo real pelo blog e pelo twitter, e muitos caicoenses puderam acompanhar a farra pela internet.

Por volta do meio dia, o número de acessos era tão grande, que o blog e o perfil do Twitter (www.twitter.com/bardferreirinha) saíram do ar.

Um dos momentos mais importantes das comemorações foi a entrega da placa comemorativa ao Comendador Ferreirinha, confecionada pelos clientes e amigos do homenageado.

O outro, foi a entrega do título de Cidadão Caicoense Honorário ao escritor, professor e poeta Moacy Cirne, que falou publicamente da importância de Caicó na sua formação cultural e das referências sobre a terra de Sant'Ana que ele transmite aos seus alunos.

"Eu falo tanto e tão bem sobre Caicó, que alguns alunos meus chegaram a questionar a existência desta minha querida cidade", disse ele, ao receber a honraria.

O título foi proposto pelo vereador Lobão Filho, e entregue na calçada do Bar de Ferreirinha por uma comissão integrada pelo presidente da Câmara, vereador José Maria, e pelos vereadores Lobão Filho, Leleu Fontes e Milton Batista.

Além do título de Cidadão Caicoense, Moacy recebeu a medalha Amigo do Bar de Ferreirinha, pela visibilidade nacional que ele deu à Festa dos 50 Anos, ao divulgá-la no seu prestigiado Balaio Porreta, um blog visitado pela elite cultural do Brasil (www.balaiovermelho.blogspot.com).

A medalha foi outorgada a ele e a Zé Anchieta, primeiro cliente do boteco.

Depois, houve shows variados, com roda de samba, violeiros, Dodora Cardoso e João Damásio, considerado o Roberto Carlos do Sertão.

Tudo correu desorganizadamente, como previram os irmãos Pituleira e Roberto Fontes, idealizadores da homenagem e (ir)responsáveis pelo blog.

Muitos apelos foram feitos para que a festa de repita em 2010, no que seria o aniversário de 50 anos + 1 do Bar de Ferreirinha.

Quem sabe?

Outra sugestão que o blog acatou e vibrou foi dada pelo livreiro, editor e sebista Abimael Silva, do Sebo Vermelho de Natal: ele quer editar um álbum de fotografias sobre Caicó, a partir do material reunido por Bacuê, militar aposentado e ex-fotografo amador nas décadas de 1960 e 1970.

Depois da Festa de Sant'Ana, quando começa o ano novo para os caicoenses nativos, avoantes e honorários, Abimael conversará com Roberto Fontes e Moacy Cirne sobre o projeto.

Abaixo, uma mostra das fotos da Festa de 50 Anos.

O album completo você acessa no endereço http://picasaweb.google.com.br/bardeferreirinha/50AnosDoBarDeFerreirinha# ou clicando diretamente sobre o álbum que está postado acima e à direita do Bar de Ferreirinha e também no site Sem Opção (www.semopcao.com.br)











Solidariedade

O Bar de Ferreirinha viu hoje um panfleto produzido no anonimato covarde, distribuido na madrugada em vários lugares da cidade supostamente pelos seus autores.

Aparenta ser um carimbo, com uma frase que ataca a honra do jornalista, radialista e blogueiro F. Gomes, e de sua família por extensão.

O Bar de Ferreirinha presta solidariedade ao companheiro F. Gomes e aos seus familiares, repudia com veemência o ato covarde do autor(a) da peça, torce para que o(a) responsável seja identificado e responda judicialmente pela ofensa gratuita.

Ir às empresas que confeccionam carimbos em Caicó pode ser o primeiro passo para as investigações.

Prezado F. Gomes, a vida continua e siga em frente com o seu trabalho.

Daqui a pouco tem o álbum da maior festa da Festa

O blog fez mais de 300 fotografias do maior evento da Festa de Sat'Ana até agora, que foi a Festa dos 50 Anos do Bar de Ferreirinha.

Ainda em processo de edição, daqui a pouco estarão postadas pra quem quiser baixar e guardar como recordação.

Foram mais de 10 horas de festa com um saldo de milhares de bêbados e bêbadas felizes, nenhuma confusão e o desejo expresso de que em 2010 faça-se o aniversário de 50 anos + 1 do Bar de Ferreirinha.

Seja feita a vontade de todos!

Justificativas da minha nem tão percebida ausência

Amigos,

Lamento informar que compromissos inadiáveis me obrigam a ser ausente este ano da festa de todos nós, Senhora Gloriosa Sant'Ana. Nem por isso me deixa de compartilhar com as boas lembranças dessa terra saudosa. Ao Comendador Ferreirinha, enviei abraços através de meu tio Chico Tavares, ex-Casa Brasil que freqüentou o bar nas primeiras datas até se mudar para Brasília, hoje um peregrino assíduo da Padroeira.

Confesso, gostaria muito estar na festa do jubileu do cinquentenário do Bar de Ferreirinha, porém posso me sentir agraciado porque estarei muito bem representado por Didi de Mané de Josino. Devo a Dr. Revil pelos esforços diplomáticos mantidos. E por falar nisso, envio um artigo publicado na coluna "Contos do meu Seridó", do falecido DN Seridó, que entendo ser a minha homenagem aos freqüentadores do boteco mais charmoso de Caicó.

Freqüentadores que conviveram comigo não apenas no Consulado em Campina Grande, mas como Antônio Nilson que tomava conta da loja de seu irmão "Neto Gatinha" vizinha ao bar e dividia a mesa em animados bate-papos com o saudoso "Peruano" (Francisco Morais), Ricardo Cruz, "Cu de Pato", Arioston e tantos outros amigos de fé e de birita.

Simplesmente, o ausente

C.Pinho.

Um Consulado Caicoense na vida universitária

João Bosco de Araújo

Jornalista

A população universitária brasileira não chegava a 2% naqueles finais de anos da década de 1970. Sentar-se num banco de uma faculdade era privilegio de poucos e vontade de muitos, a tentar conquistar uma vaga no sonhado mundo acadêmico. A disparidade de alunos fora de cursos superiores era grande, mas acreditava-se que o caminho era buscar meios de enfrentar obstáculos e ter como meta passar no vestibular, virar um "fera", mesmo que não fosse um CDF. No Seridó, a região ficou famosa por exportar estudantes "cobras" com títulos de 1º lugar em concursos vestibulares, fosse em Natal, Campina Grande (PB), Recife (PE) ou outros pólos universitários de outras regiões. Ainda na década, Caicó e Currais Novos ganharam núcleos universitários, abrindo as oportunidades de crescimento de matriculas, iniciando o processo de expansão.

Em Campina Grande, cidade próspera do Cariri paraibano, centro de um vasto número de faculdades e bem mais próxima em distância para o Seridó do que para a nossa capital potiguar, tornou-se destino certo para estudantes da região na busca de uma vaga nos cursos oferecidos de nível superior, cujas opções eram maiores em universidades particulares e propriamente nas públicas. Na época, como não existiam na cidade residências universitárias, os estudantes alugavam imóveis para suas hospedagens e locais de estudos.

Diante dessa possibilidade, ficou conhecido na Avenida Maciel Pinheiro, mais especificamente no Edifício Palomo, centro de Campina Grande, o famoso "Consulado Caicoense", local exclusivamente reservado para os estudantes provenientes da "Rainha do Seridó". Eram dois apartamentos, situados no último andar do edifício, entre escritórios advocatícios, consultórios médicos e representantes comerciais. Além de sede "oficial" da turma estrangeira acadêmica, o "Consulado" era parada obrigatória dos caicoenses estudantes das universidades de Recife, em Pernambuco, e de João Pessoa, na capital paraibana.

Nessas paradas em trânsito, nunca faltava o tal do carteado, acompanhado de uns aperitivos e petiscos, esperando o horário do ônibus que partia para Caicó no outro dia bem cedo, cuja rodoviária ficava a poucos metros dali, por trás do velho Palomo. Entre os períodos de 1977 a 1978, residiam no apartamento com frente virada para a rua Maciel Pinheiro os estudantes Diógenes Fernandes; Reginaldo Clemente, acadêmicos de engenharia civil; Adonias Melo Filho, concluinte de medicina; e este escriba, nos primeiros anos de jornalismo. Na outra ponta do pavimento, residiam Eli Mariano (Engenharia de Minas), Francisco Dantas (Engenharia Mecânica), João Medeiros (Engenharia Química), Miquéas Capuxú (Matemática), além de caicoenses que moravam na cidade e visitavam assiduamente o Consulado, como Plínio Lobo ("Primo"), Hudson Araújo, ambos estudantes de engenharia. No ano seguinte chegava para cursar Engenharia de Minas, meu primo Eugênio Pacelli Tavares de Araújo.

Como de praxe, ao chegar para fixar residência, cada estreante recebia de imediato um apelido, batizado pelos mais antigos. Eugênio era "O Fera", Reginaldo, tinha nome de "Toré", Adonias, "Mão de Onça", irmão de "Vaca-Véa" (Tarcísio Melo) e "Bala-Choca" que estudavam em Recife. Francisquinho Dantas era "Chico Traço-Traco", João Medeiros, "João Banana", e "Burrão" (Murilo Jorge), que foi fazer Agronomia em Areia, irmão de Manoel "Canjinha". "Pirinha" (José Benévolo) e outros caicoenses cruzaram o Palomo da "Rainha da Borborema". Já o meu apelido, quem me batizou foi Toinho de Aníbal e fiquei "C.Pinho", embora a idéia grafada seja minha.

Outro a passar no "Consulado" foi Edílson Galvão, que virou o "Bacharel", e logo foi transferido para Natal, onde concluiu o curso de Ciências Sociais. "O Bacharel" pretendia trilhar as causas jurídicas e sua paixão era ser advogado, tanto que por muitas vezes fomos surpreendidos por seus discursos inflamados em cima de uma cadeira de um bar em uma esquina qualquer de Campina Grande, a proclamar contra a ditadura. Quem sabe, sob os olhares e ouvidos dos "dedo-duro".

Até o ano de 1980, período de conclusão do meu curso de jornalismo, outros estudantes trilharam a residência "diplomática" do Palomo. Ainda como aluno colegial Job Torres foi um deles, a cursar na escola técnica do tradicional Colégio Redentorista de Campina Grande. A partir do final dos anos oitenta e início da década de 1990, o local foi praticamente esvaziado, conseqüência de novos modelos de residências para universitários, através da implantação de moradias nas próprias universidades.

Interessante ressaltar que na portaria da recepção do edifício Palomo constava na lista do quadro de andares e apartamentos, o nome destacado em letras grandes pintadas de negrito: "Consulado Caicoense". Agora um consulado de boas recordações.


domingo, 26 de julho de 2009

Começa a solenidade pelos 50 anos

Pituleira, Moacy Cirne e Roberto Fontes

Os violeiros Benedito Nascimento e Carlos Alberto começaram a sessão de poesia popular.

Glosa pra Ferreirinha, Zé Anchieta e Moacy Cirne.

Que, aliás, fez pose para a posteridade com os jornalistas (ir)responsáveis pelo Bar de Ferreirinha, os irmãos Pituleira (Clóvis Pereira Júnior) e Roberto Fontes.

Não é qualquer veículo de comunicação que tem um correspondente com o perfil de Moacy: poeta, jornalista e escritor.

Começa a solenidade: Ferreirinha, Moacy Cirne, os vereadores Miltão do Hospital, Zé Maria, Leleu e Lobão para entregar a comenda Vila do Príncipe a Ferreirinha, e a medalha Amigo do Bar de Ferreirinha para Moacy e Zé Anchieta, o primeiro cliente do bar.

Atualização às 11h34:

Ferreirinha foi homenageado pelo Rotary de Caicó, com a Comenda Vila do Príncipe da Câmara Municipal, e com uma placa dos cachaceiros que frequentam o boteco mais charmoso da cidade. Também recebeu um copo estilizado de alumínio, com uma dedicatória dos amigos e clientes.

É muita emoção.

E chorou ouvindo Moacy Cirne, que revelou ter sido amigo do peito de Celso Ferreira de Morais (in memorian), irmão do Comendador Ferreirinha.

Moacy recebeu o título de Cidadão Honorário de Caicó, proposto pelo vereador Lobão Filho, e a medalha Amigo do Bar de Ferreirinha.

Outro que recebeu a medalha foi o agropecuarista Zé Anchieta, primeiro cliente do Bar, que está presente com toda família ao evento.

Zé falou, desculpou-se por não ter boa oratória, e disse que este encontro foi marcado há 50 anos, quando esteve no Bar de Ferreirinha como primeiro cliente.

Foi emocionante a solenidade.

Agora, os violeiros recomeçam a sessão de poesia popular.

Depois tem Meu Mel, Roda de Samba Caicó, Dedé de Pilaro, Art Samba, Dodora, João Damásio e muita gente mais.

Lindomar Guarda, auditor fiscal e escritor, está lançando o livro Causos e Poesias, com estande em frente ao Bar.

O deputado federal João Maia acaba de chegar à festa.

Dodora Cardoso canta daqui a pouco


A nossa estrela maior circula entre as mesas, vendendo o CD Caicó está no mapa do Brasil.

Fez pose especial para o Bar de Ferreirinha, segurando o disco.

E prometeu fazer um show inesquecível para as centenas de pessoas que já se encontram por aqui.

Moacy Cirne acaba de chegar.

É o nosso correspondente no Rio de Janeiro, pra honra e orgulho do Bar de Ferreirinha.

A festa está começando...

200 anos de cana: Benedito Santos, Xexéu, Ferreirinha e Zé Anchieta

Movimento aumenta.

Segue a exibição do DVD comemorativo: acabou a entrevista com Ferreirinha, começou a de Caboré.

Vaia ensurdecedora!

Uuuuhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Dodora Cardoso acaba de chegar, com o CD novo Caicó está no mapa do Brasil. Custa 10 contos, e a correria pra comprar é grande.

Outro que acaba de chegar é Pajá, octogenário que ainda toma uma cervejinha.

Benedito Santos bebe a primeira do dia.

E a foto prometida com o quarteto mais antigo em atividade no Bar de Ferreirinha: Benedito Santos, Xexéu, Ferreirinha e Zé Anchieta.

Daqui a pouco começa a solenidade: Zé Anchieta vai dar uma palavrinha, a Câmara Municipal entrega o título de Cidadão Caicoense a Moacy Cirne, Ferreirinha fala e começa a maratona de shows e lançamentos literários.

Tem mais de 50 artistas na fila pra se apresentar...

Encontro que se repete há 50 anos


Foto histórica.

Benedito Santos, o cliente mais antigo em atividade, o Comendador Ferreirinha, Zé Anchieta, o primeiro cliente, e Pituleira, o organizador da Festa dos 50 Anos do Bar de Ferreirinha.

Reencontro repete fato de 50 anos, sem Pituleira, claro.

Xexéu está chegando: é outro cliente de primeira hora.

Daqui a pouco tem foto do quarteto Xexeu, Ferreirinha, Zé Anchieta e Benedito Santos: 200 anos de boemia.

As primeiras fotos da Festa


Mundiçal se espreme pra sair no primeiro instantâneo.

Entre dedadas e beliscões, deu pra sair todo mundo.

Zé Boré chegou atrasado, mas como é do Conselho Editorial do Bar de Ferreirinha, teve o privilégio de sair em foto solo.

Personalidades começam a chegar

A festa vai ser grande.

Clientes novos e antigos começam a chegar para a grande festa dos 50 anos do Bar de Ferreirinha.

O blog registra a presença de Jarbas Tiririca, Zé Almino, Vauban Diniz, Zezito do Acari, Bibica, Cisso Doido, Tapioca, Rangel, Zé Boré, Zé Kôkim, Valmor Clemente, Tota Garçon, Igão Ovídio, Wellington, Lindomar Guarda, Bacuê, Charles do jogo do bicho, Bibica, Tuca, Stephenson Júnior, Titiu irmão de Bidu, Fofo de Linhares, Cacá Mariz, Agenor e Armando Tesourinha, Marreta, Cabeção, Lula Lual Coruja, Meu Mel, Rogério, Bendito, Paulo Cambista, Oriel, Quinca da Caern...

O Comendador Ferreirinha, ao lado de Ricardinho, Aramin e Rinley estão organizando o movimento.

Estamos aqui, no Bar, prontos para a festa

São 8h30 minutos.

Caicó com céu claro, ansiosa pela Festa dos 50 Anos do Bar de Ferreirinha.

Muita gente chegando, circo se armando, som se instalando...

A festa promete.

O Comendador Ferreirinha merece!

sábado, 25 de julho de 2009

Aleluia! Estamos no ar pela Tim 3G

Titianinha, Duduza, Ana, Zé Lavrado, Joelma, Muyrakitan e Roberto (escrevendo)

É o comunirmo! como diria Gaspar Victoriano de Fontes, avô dos jornalistas (ir)responsáveis pelo blog.

Este é o primeiro post do Bar de Ferreirinha feito com internet sem fio.

Esta maravilha só foi possível graças à parceria entre o Bar de Ferreirinha e a MC Telecom, o revendedor Tim em Caicó.

Marlon Cunha, proprietário da MC e cliente do bar, é parceiro deste empreendimento e estará amanhã prestigiando o aniversário de 50 anos do boteco mais charmoso de Caicó.

E graças a esta engenhoca da MC Telecom/Tim, a festa será transmitida em tempo real pelo twitter, no endereço www.twitter.com/bardferreirinha

Esta prévia da festa de amanhã (foto) está rolando na casa de Muyrakitan Macêdo, filho de Macêdo, primeiro cliente a beber a cerveja do Bar de Ferreirinha.

As boas vindas ao correspondente do Bar de Ferreirinha no Rio de Janeiro

Moacy Cirne, nosso correspondente no Rio de Janeiro

Moacy Cirne está em Caicó revendo velhos amigos e colegas da turma concluinte de 1959 do Colégio Diocesano Seridoense.

Hoje é a Festa do Ex-aluno do CDS, uma das mais concorridas da Festa de Sant'Ana (ver postagem abaixo).

Poeta, intelectual e blogueiro, Moacy também será homenageado amanhã na festa dos 50 anos do Bar de Ferreirinha, em reconhecimento ao seu apoio para a divulgação da festa no prestigiado blog Balaio Porreta (www.balaiovermelho.blogspot.com).

Ele é um dos dois que receberãoa medalha Amigo do Bar de Ferreirinha, que será entregue pelo Comendador Ferreirinha. O outro homenageado é o agropecuarista caicoense José Anchieta Fernandes, primeiro cliente do boteco mais charmoso de Caicó.

Durante a festa dos 50 anos, a Câmara Municipal de Caicó entregará a Moacy Cirne o título de Cidadão Caicoense, proposto pelo vereador Lobão Filho.

A honraria será entregue por uma comissão formada pelos vereadores José Maria (presidente), Lobão Filho, Leleu Fontes e Miltão Batista.

O Bar de Ferreirinha dá as boas vindas e homenageia Moacy com um poema dele, chamado Caicó:


CAICÓ
Moacy Cirne

a cidade, de sol a sol,

principia pelo fim

no poço que, sant'ana, a protege


a cidade, de açude em açude,

afoga os minerais

nas pescarias noturnas transparências


a cidade, de sábado a sábado,

completa o sertão

com seus horizontes mágicos cordéis


a cidade, de rua em rua,

transborda de amor

nos becos bêbados botequins


a cidade, de ponte a ponte,

margeia os rios

da memória fluvial seridó


a cidade, de pedra em pedra,

constrói o branco

de seu silêncio limpo fugidio


a cidade, de festa a festa,

recolhe os frutos

da noite que, sant'ana, se faz julho


Extraído de http://oteoremadafeira.blogspot.com/2009/07/caico-poema-moacy-cirne-rnrj.html

ATA DA LENDA DE FUNDAÇÃO DO BAR DE FERREIRINHA

Muirakytan Macêdo*

Toda civilização tem um início que se embeiça com a lenda.

Reza um dos mitos fundadores de Caicó que a cidade só veio a pegar no tranco com a criação do Bar de Ferreirinha.

Antes era uma cidade onde o tédio se cortava a machado.

Mas eis que tramou contra a mesmice, o jovem Ferreirinha.

Ainda segundo a lenda, o tal rapaz – passado meio século só de Bar - continua com o mesmo vigor juvenil, enquanto os clientes que não se conservaram em álcool envelhecem como o retrato dum tal de Dorian Gray.

Na sessão inaugural do Bar estavam três grandes amigos: Ferreirinha, Zé Anchieta e Macêdo.

Coube a este último a honra de tomar a primeira cerveja. Nem gelada ela estava. A temperatura do evento fundador foi tão alta e a secura quase libidinosa pela loura quente era tão grande, que exigi-la gelada era desplante.

Macêdo: “Chega de metafísica e vamos beber!”.

Perguntaram: “Que diabo é metafísica?”.

E ele: “Sei lá o que significa essa porra!!! Chico Doido me disse que sempre que uma situação ameaçasse desbandeirar pra frescura se diz esta palavra e se resolve a parada”.

E como quando se fala do mal, prepara-se o pau – nesse caso, literalmente - Chico Doido de Caicó entrou suando cana e loção de puta.

“Bote uma aqui preu tomar banho”.

Ferreirinha: “Deixe botar num balde, pois no copo num cabe!!!”.

Chico Doido: “Viuche! o homem tá c´a macaca”

Nisso chegaram Moacy Cirne e Nei Leandro procurando Chico Doido. Abancaram-se na calçada – coisa que não se fazia em Caicó – e tome peleja com puias que até hoje estão nos anais e vaginais da cidade.

*Cliente, professor da UFRN e filho de Macêdo, um dos signatários da ata de fundação do Bar de Ferreirinha


Festa do Ex-aluno do CDS homenageia turma de 1959

Hoje tem uma das festas mais aguardadas da Festa de Sant’Ana: é a Festa do Ex-aluno do Colégio Diocesano Seridoense (CDS), em sua 23ª edição.

Este ano, a Associação dos Ex-alunos homenageia a Turma Concluinte de 1959, formada por 36 pessoas, que completam 50 anos de conclusão em 2009. Entre os homenageados está o correspondente do Bar de Ferreirinha no Rio de Janeiro, Moacy Cirne.

Na época, o CDS era um verdadeiro Clube do Bolinha: na lista dos homenageados só tem homens.

A programação começou às 8h, com missa na Igreja de São José celebrada pelo bispo D. Manoel Pedreira.

Agora, numa das salas do CDS, os alunos da turma concluinte estão reunidos para uma Aula da Saudade, comandada pelo ex-aluno e poeta José Lucas de Barros, coadjuvado por Moacy Cirne, escritor, professor universitário e poeta.

Zé Lucas foi o orador da turma na festa de conclusão há 50 anos.

Depois, a partir do meio dia, tem a confraternização propriamente dita no pátio do CDS, com serviço de bar e churrasco para os homenageados e convidados. A Banda Phobus tocará para as danças.

A senha de adesão custa R$ 35,00. O diretor-tesoureiro da Associação dos Ex-alunos, José Tibúrcio, disse que a organização da festa limitou em 1000 o número de senhas.

A renda da festa é usada pela Associação para subsidiar as anuidades de 25 alunos carentes.

Os homenageados de hoje são: Agostinho dos Santos, Alcindo Martins de Medeiros, Arandi Ginane Bezerra, Belmonte da Mota Medeiros, Benedito Florêncio de Queiroz, Cleomilton Pereira da Silva, Eduardo Gurgel Neto, Elviro Lins de Medeiros Filho, Erivaldo Bezerra de Araújo, Eros Furtado, Evaristo Marciano dos Santos, Francisco das Chagas Portela, Francisco Sales Sá, Genarte de Medeiros Brito, Genivan Josué Batista, Jaime Félix, Jair Félix da Silva, João de Brito Braga, João Feitoza Neto, José Aranha Sobrinho, José Gregório da Costa, José Lucas de Barros, José Pereira Dantas, José Simplício Filho, Luiz Medeiros de Oliveira, Milton Nóbrega Filho, Moacy da Costa Cirne, Murilho Cunha da Nóbrega, Osmar dos Santos Pinheiro, Paulino Dantas, Plínio Saldanha Veras, Rômulo Gurgel Diniz, Rui Alves dos Santos, Sérgio Correia da Cunha, Severino Francisco de Medeiros e Valdecí Soares Cunha.