sábado, 31 de janeiro de 2015

Bar de Ferreirinha é destaque de novo na Veja online

O colunista Ricardo Setti, da Veja online, chama novamente uma postagem do Bar de Ferreirinha, destacando o comentário que o personagem Zé Prativai fez sobre o 'suicídio' do procurador Alberto Nisman, na Argentina.
Abaixo, cópia do texto publicado por Setti.
Você, leitor/bêbado do Bar de Ferreirinha, pode conferir o texto original clicando AQUI.


29/01/2015
 às 14:00 \ Vasto Mundo

O cabra da peste especialista em suicidamentos políticos acha que assassinaram um suicídio

ze prativai
Ilustração: Rodrigo Nunes
O desbocadíssimo e safado blog Bar de Ferreirinha vive aprontando.
Mas um de seus protagonistas, o nefando Zé Prativai, acertou num nervo exposto ao comentar a morte do promotor argentino que reunia provas contra a presidente Cristina Kirchner num caso horroroso de atentado terrorista antissemita acobertado por gente do poder.
Vejam só o que diz o Zé, que ainda por cima se auto-qualifica:
“O cabra esquece de deixar uma carta explicando os motivos do próprio suicídio, mas deixa uma lista de compras para, no dia seguinte, a empregada fazer para um morto.” (Zé Prativai, especialista em suicidamentos políticos, analisando o assassinato do suicídio do procurador argentino Alberto Nisman).

O poder da bunda ao redor do mundo

Atriz Paola Oliveira, em cena na minissérie Felizes Para Sempre?
Triste época! É mais fácil desintegrar 
um átomo do que elogiar uma bunda

Gilberto Amendola
Mário Teodoro, mestre em sociologia, assina artigos quinzenais em dois dos principais jornais brasileiros; Cristina Fontana, antropóloga e responsável pela coordenação dos cursos de pós-graduação de uma importante universidade pública. 
Forjados no calor de 1968, o casal não se permite muitos momentos como aquele: distrações em frente à televisão. Mas, desta vez, um amigo muito próximo é o responsável pela direção de arte de “Felizes Para Sempre?” e, para não magoá-lo, a melhor opção era assistir 5 minutinhos da série - o suficiente para um elogio genérico durante um jantar.
A dupla ainda foi torturada por quinze minutos de Big Brother Brasil - experiência que rendeu um debate acerca de George Orwell e a espetacularização do cotidiano mais banal. “É a validação da mediocridade como comportamento padrão e aceitável. Vou escrever sobre isso no meu próximo artigo, já batizado de ‘O Herói do Possível’”, observou Teodoro.
Quando o programa começa, o casal acha graça nas referências ao cinema de Lars von Trier. “O ‘pobro’ não vai entender essa”, comenta, jocosa, Cristina - que assim como outros colegas de universidade usa a palavra “pobro” para se referir, de forma sucinta, ao povo pobre e sem acesso à educação formal.
Mas eis que surge uma bunda. A bunda de Paolla Oliveira. Um silêncio desmoronou, pesado, sobre aquele apartamento. Qual dos dois iria ser o primeiro a se arriscar nesta delicada seara? Quem iria ser o primeiro a tecer um comentário sobre a bunda da atriz.
São momentos como esse que você põe toda uma carreira acadêmica a perder. Uma palavra mal colocada e você pode ser queimado na inquisição das rodas intelectuais do eixo Rio-São Paulo.
Teodoro, que suava e deixava escapar uma tremidinha nervosa na voz, arriscou-e e, murmurando, disse: “derrière”.
Gênio! Ao usar a palavra francesa e evitar encher a boca com um termo de segundo time, Teodoro conseguiu introduzir o tema com certa classe e cuidado. Cristina aproveitou a brecha e, aliviada, complementou: “Arsch, querido! Arsch” - referindo-se a mesma bunda - só que em alemão, a língua mãe de toda a filosofia ocidental.
A partir daí, os dois tentaram disfarçar aquela súbita admiração pela derrière/Arsch de Paolla e encaminharam uma conversa no sentido de entender, do ponto de vista semiótico, o poder da bunda ao redor do mundo.
Os dois concordavam que era difícil encontrar um autor sério que tenha se debruçado, de forma consistente, sobre a questão da bunda. Apenas de uma maneira derivativa era possível encontrar referências bibliográficas sobre a presença da bunda na nossa cultura (pelo menos entre autores que eles não desprezavam).
De certo que Karl Marx tinha pela bunda uma visão classista. Acreditava no poder simbólico de uma nádega como síntese do poder burguês. “Quero sua bunda como quero seu trabalho, sua mais-valia e sua felicidade”, gritaria um porco capitalista. O marxismo nos faz olhar a bunda com a culpa do capital, com a sensação da opressão, a bunda como resultado da sodomia do dinheiro e de outras taras terríveis.
Por isso, marxista histórica, Cristina sempre cobriu sua bunda, escondendo-a dentro de uma espécie de meia burca. Com essa ideia, ela fomentou movimentos feministas que pregavam a pena capital para quem virasse o pescoço e mirasse, de passagem, uma bunda que se vai (e se esvai).
Teodoro também tinha pela própria bunda uma certa aversão. Era ela, a bunda, que fazia o intelectual requisitado pelos maiores jornais do País se assemelhar a um reles trabalhador braçal e iletrado. A bunda era democrática demais até para um homem com convicções socialistas como as dele.  
Teodoro trouxe Michel Foucault para a conversa - coisa que Cristina considerou uma provocação barata. Para Teodoro, Foucault teria escrito em “A História da Sexualidade” um belo arrazoado sobre a bunda e as estruturas sociais. Cristina, antropóloga, sempre achou essa interpretação um equívoco imperdoável. “Quando você pensa que Foucault está falando de bunda, você se engana. Ele está falando sobre…”
Na tevê, a bunda de Paolla Oliveira aparece novamente. Resplandecente. Um sol. O silêncio caiu sobre a casa outra vez. Aquela bunda mitológica teria o poder de encher a Cantareira, restituir o nosso respeito pela Petrobrás e fazer um casal de intelectuais repetir: “Que bunda!”
Teodoro e Cristina se deram as mãos, se olharam nos olhos e se abraçaram. Foi a primeira vez, em muitos anos, que os dois estavam experimentando esse calor sublime de se sentirem populares, se sentirem do “pobro”, livres e capazes de admirar uma bunda.
Em silêncio, Teodoro e Cristina foram para o quarto. Tiraram suas calças e ficam admirando a bunda um do outro. Eram bundas tristes, mas cheias de história e sonhos perdidos pelo caminho. Choraram. Beijaram-se (no sentido grego também) e foram dormir felizes.
Sonharam com a Paolla Oliveira, mas não contaram um para o outro. 
Texto original publicado AQUI.

O dever cotidiano

O papa também é humano!

Dentadas

Dormir é tão bom que nem dá pra acreditar que é de graça!
Caco Dentão

Santo remédio

Foto de Piadas inúteis.


Piadinha cu de galinha


- Podia ter ficado sem essa kkkkkkkk' #curtam
>>>>>>>>> The King Of Humor


Sou foda


Diferença

Diferenca Entre Toalha e Papel Higienico


Levanta Alzira os olhos pudibunda

*Bocage*

Levanta Alzira os olhos pudibunda
Para ver onde a mão lhe conduzia;
Vendo que nela a porra lhe metia
Fez-se mais do que o nácar rubicunda:

Toco o pentelho seu, toco a rotunda
Lisa bimba, onde Amor seu trono erguia;
Entretanto em desejos ardia,
Brando licor o pássaro lhe inunda:

C'o dedo a greta sua lhe coçava;
Ela, maquinalmente a mão movendo,
Docemente o caralho embalava:

"mais depressa" – lhe digo então morrendo,
Enquanto ela sinais do mesmo dava;
Mistica pivia assim fomos comendo.

Tá ligado?

Drogas

Dependente

POR SANDRA CAMURÇA...


Ela acorda. Não a vejo mas posso sentir enquanto estou deitado na soleira da porta de seu quarto:  tenho  audição e olfato aguçados. Ela nunca me deixa dormir com ela, é assim todos os dias e eu até já me acostumei com isso.
Aiai que coceirinha! bem atrás do orelha. Suspiro fundo, fico ganindo, ela já sacou que eu estou pertinho, louco pra dar umas lambidas e mordidinhas…
Ela levanta, abre a porta, diz algumas palavras incompreensíveis. Sem entender muito bem, finjo que a compreendo olhando em seus olhos e pulo na sua cama. Ela gesticula com o dedo indicador em riste. Acho que se trata de uma ameaça. Deita novamente na cama e eu lambo seu rosto, pescoço, mãos, braços. Seu sorriso é uma demonstração de prazer, gosta desse meu jeitinho lambuzado de dizer “bom dia!”. Aiai, lá vem ela novamente com palavras incompreensíveis, dedo em riste. Despisto, fingindo que não é comigo, deito e me aquieto até ela relaxar. Volto novamente a lambê-la e mordisco sua mão, tem um ossinho gostoso aí por baixo dessa carne, uiuiui! Vixe! dessa vez ela perdeu a paciência. Pulo pra debaixo da cama e fico ali até ela levantar e sair do quarto.
Já conheço alguns de seus rituais, se é que se pode chamar de ritual essa rotina de jogar água no rosto, trancar-se em um cubículo e depois sair enrolada num pano felpudo. Quando vai sair, passa uma espécie de bastão vermelho na boca, batom, é esse o nome. Ela me chama, eu olho em seus olhos, sinto ternura em seu olhar, dá um cheiro, muitos cheiros em meu cangote peludo. Abre a porta, eu fico em um canto da sala, desolado, olhando firme em seus olhos com esperança de um sinal, um aceno, desejando que ela me leve mas ela me olha novamente com ternura e sai de casa.
Foi-se mais uma vez.  Depois volta, como todos os dias. “Que tal um passeio?”. Urruuu! Enfim! Sou completamente dependente dela, mas fazer o quê? Eu não passo de um cachorro…

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mentirosa



Dica



Será uma cobra?



Como diria Sabrina Sato: é verrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrdade



Trocando o pé pela mão

Hospital Publico


Olho a olho

Por Henry Corrêa...

Procuro
onde teu corpo
no escuro

frente a frente
concentro
onde melhor
te adentro

palmo a palmo
penetro
onde animal
te adestro

corpo a corpo
te sugo
onde mulher
o teu suco

pouco a pouco
retorno
à condição
vegetal.

Conquistador filho da puta



Historinha politica

Via Pilórdia...

Historinha selecionada pelo jornalista e escritor Nelson Valente: o prefeito Jânio Quadros, em 1987, dava entrevistas para os jornalistas sobre a sua administração (na época, havia uma polêmica a respeito dos homossexuais no Teatro Municipal), quando uma jovem jornalista o interrompeu para perguntar :

- Você é contra os homossexuais ? Você vai exonerá-los ?

O ex-presidente não gostou de ser tratado de "você" e deu o troco :

- Intimidade gera aborrecimentos e filhos. Com a senhora não quero ter aborrecimentos e, muito menos, filhos. Portanto, exijo que a senhora me respeite.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Zé Prativai, o moderninho


Pegue o meu pau e bata uma."

Zé Prativaiespecialista em semântica, falando a língua dos selfies.

Astrônomos da UTB descobrem estrela bem veínha






Astrônomos da Universidade de Timbaúba dos Batistas anunciaram ontem a descoberta da estrela mais antiga conhecida pela ciência, situada em uma galáxia distante e circundada por cinco planetas do tamanho da Terra.
O sistema tem 11,2 bilhões de anos e foi batizado Batistão-444 em função da sonda Batista, projetada para procurar novos planetas fora do Sistema Solar.
Seus cinco planetas são um pouco menores do que a Terra. 
Eles orbitam seu sol em menos de dez dias, a uma distância menor que um décimo daquela que separa a Terra do sol, tornando-os muito quentes para serem habitáveis.
Situado a uma distância de 117 anos-luz da Terra, o Batista-444 é duas vezes e meia mais velho que nosso Sistema Solar, que tem 4,5 bilhões de anos.
"Nunca vimos algo assim. É uma estrela muito velha e seu grande número de pequenos planetas a torna muito especial", afirmou o coautor da descoberta, Sérgio Boga, da UTB.

Camisinha

Cuidado com a lingua


Pescadores

Pescadores


Tabela atualizada



O roedor

Por Wellington Vicente...

Meus dias são diferentes
Depois que a conheci
E de repente me vi
Preso a diversas correntes
Falei para alguns parentes
Do que sentia por ela
Que me disseram é aquela
Que vai domar o teu peito!
Vou vivendo desse jeito:
Bebendo e pensando nela.
Liguei pro radialista
Contei toda a minha saga.
Já pedi Evaldo Braga,
Rossi e Amado Batista.
Também incluí na lista
Iglesias, com “Manoela”
“Pode quebrar a costela”
Com Maurício Reis, no eito.
Vou vivendo desse jeito:
Bebendo e pensando nela.
Todas as noites recebo
A sua imagem em meus sonhos
Penso nos traços risonhos
Quanto mais penso, mais bebo.
O seu perfume de Phebo
Entrando pela janela
Vem ampliar a sequela
Do amor que foi desfeito.
Vou vivendo desse jeito:
Bebendo e pensando nela.


Alienado



Eles não conhecem uma jega


Por Marcelo Torres.
Via Pilórdia.

Meus leitores, gozadores e esculhambadores: estava eu aqui buscando um assunto para uma crônica, quando recebi um e-mail que relatava uma notícia triste e trágica: “Homem leva coice e morre ao tentar namorar jumenta”.
O fato aconteceu nos fundos da igreja de Patos-PB, onde um homem tentou abusar sexualmente de uma jega. Apesar de ter o nome de Mimosa, a jumenta, em legítima defesa, deu um coice no cidadão; este não resistiu, e morreu.
Depois de ler essa notícia, sabem onde eu fui amarrar minha jega? Nos dicionários. Perdi horas e horas em busca da palavrinha 'jega'. Mas, para minha surpresa e decepção, o pai dos burros não reconhece a jega. 
Você vai ao Aurélio e vê que o mais famoso pai dos burros não registra a jega. O Houaiss é outro a ignorá-la. O Aulete? Esse nem se fala! O dicionário da Academia Brasileira de Letras? Não, jega não entra lá; pode entrar burro, coelho, marimbondo, tudo - menos jega.
Uma frustração, sem dúvida. Eu esperava ler um verbete mais ou menos assim: 
Jega. Substantivo feminino. 1. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sinônimo de jumenta; o feminino de jumento; fêmea do jegue. 2. Na gíria policial, a cama dos presidiários. 3. [Fig.] No interior do Nordeste, mulherão. 4. [Bras. NE,BA] O exemplar avantajado de uma fruta".
Quem foi menino no interior do Nordeste sabe bem o que é uma jega. Ela foi a iniciação sexual de sete em cada dez moleques criados em cidades pequenas. Meu irmão do meio vivia chamando as jumentas de 'Donas Jeguelinas', e dava a elas o singelo epíteto de “as meninas de quatro tamancos”.

Ora, minha gente, a jega já foi cantada por Luiz Gonzaga, o pernambucano de Exu. Quem também cantou a jega foi Tom Zé, um baiano retado de Irará; até Gilberto Gil, que nasceu e se criou em Salvador, já fez versos para ela. Mas o baiano que mais explora a jega é, sem dúvida, João Ubaldo Ribeiro.
No conto Já Podeis da Pátria Filho, Ubaldo escreveu: “Um japonês adentra a grande área, gritando como uma jega deflorada...” Em Sargento Getúlio: “Amaro, todo suado, parece uma jega enxertada”. Em Viva o Povo Brasileiro, está lá: “Entram na barriga de uma cabra ou jega ou ovo de galinha...”
No despudorado relato de A Casa dos Budas Ditosos, há um trecho que diz assim: “Só uma pessoa de sangue de barata não fica excitada quando vê o jegue subir com aquele vergalho imenso em riste, montar na jega, morder a nuca dela...”
Gilberto Gil, na música Fé na festa, compôs: “Se esporo mais nossa jega/ A bichinha escorrega”. Já o jornalista José Simão, colunista da Folha de S. Paulo e autointitulado “o esculhambador-geral da república”, escreveu o seguinte: “Quem nunca transou com uma jega que atire a primeira pedra”.
No romance O cachorro e o lobo, de Antônio Torres, um trecho é narrado assim pelo personagem Totonhim: “Ah, as jegas! As que não usavam saias nem calcinhas e nem precisavam abrir as pernas. Era só encostar. E ver e ouvir estrelas”.
Para o nordestino, jega é uma coisa sagrada e profana, mundana e doméstica. Enquanto o resto do Brasil fala lavar a égua ou lavar a burra, no Nordeste nós falamos lavar a jega. E eles, os dicionários e dicionaristas, não reconhecem a jega. É, eles não sabem o que é uma jega.

Falta de educação