segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Saudação ao Gargalheira


Fernando Antonio Bezerra
A seca vai levando quase tudo... As povoações do Seridó que se estabeleceram em torno da água e da fé, vão ficando somente com a esperança, fincada na crença, que a misericórdia de Deus é maior que a justiça.
Nos últimos dias a mídia vem apresentando o fim das águas do Gargalheira, um martírio assistido por muitos e de tristeza contagiante. Na terra do Acari, onde está chantada a raiz de milhares de seridoenses, o colosso Gargalheira proporciona, em anos de inverno, a mais bonita cena de transbordamento da generosidade das águas. O que um dia foi abundante e transbordou, falta para salvar os peixes, acalentar a fauna, respingar na flora e alimentar a vida do homem. Faz muita falta a todos nós a água que falta ao Gargalheira!
O Açude inicialmente denominado Gargalheira – assim escrito nos primeiros relatórios do Governo Federal e também assim como o Mestre Paulo Balá a ele se refere em “Cartas dos Sertões do Seridó” - foi uma das respostas às grandes secas do final do século XIX e início do século XX. As autoridades com algumas importantes obras e alguns invernos encarrilhados, ao que parece, perderam o ímpeto do século passado quando se debruçavam com maior interesse pelos assuntos do sertão. Sem querer aprofundar a querela, vamos aceitar que eles se entreteram com outros assuntos e não avaliaram bem o aumento da população, as mudanças de costumes e as inquietações da natureza. 
Cheia de 2004 - Foto: Jesus de Rita de Miúdo
Aliás, acho que também nós que somos e vivemos no Seridó, de alguma forma, devemos nos incluir nesse rol, aceitar que “engolimos mosca” e assumirmos novas responsabilidades com alternativas viáveis de convivência com a estiagem e de defesa do meio ambiente. Muito mais podemos fazer e cobrar! “Um crime contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus”, sentencia o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla.
Por oportuno, Adriano Wagner da Silva, discorrendo sobre “Engenharia nos sertões nordestinos: o Gargalheiras, a Barragem Marechal Dutra e a comunidade de Acari, 1909-1958” para o Programa de Pós-Graduação em História da UFRN sustenta que o planejamento do passado ia além da construção de açudes: “Após as secas de 1877, Comissões científicas, em especial a Comissão de Açudes e Irrigação (1907), penetrariam o Seridó passando a fazer estudos sobre a fauna e a  flora, o solo, a hidrografia, índice pluviométrico, o clima, entre outros elementos, de forma semelhante ao que era feito em outras áreas no Nordeste. (...) Os engenheiros da Inspetoria logo adentraram o sertão potiguar a estudá-lo, projetar e edificar obras que transformariam a realidade geográfica e social local. Dentro do conjunto de políticas de implantação de obras públicas federais dar-se-ia ênfase na construção de açudes (públicos e privados), canais de irrigação, de barragens e de estradas (de ferro, rodagem e carroçáveis).”
Sobre o Gargalheira, mencionando uma pesquisa da Professora Hilda Frassinete, o imortal acariense Jesus de Rita de Miúdo, pesquisou e publicou uma síntese da história do Açude onde lembra que toda caminhada somente começa com o primeiro passo: “Atendendo aos acarienses, Silvino Bezerra de Araújo Galvão, Cypriano Bezerra Galvão Santa Rosa, Joaquim Servita Pereira de Brito, Antônio Basílio de Araújo, Padre Francisco Coelho de Albuquerque, entre outros, foram feitos os primeiros estudos da construção da barragem e também a primeira planta topográfica do Gargalheiras”. A iniciativa foi em 1909. Entre idas e vindas, com a destacada atuação de muitos, dentre as quais, os potiguares José Gonçalves Pires de Medeiros e Café Filho, somente em 29 de outubro de 1956 foi iniciada a concretagem da parede. “Em 29 de outubro de 1958 é dada concluída. Neste dia a Prefeitura de Acari, ofereceu um grande almoço aos empregados da obra. Em 27 de abril de 1959 é realizada a Festa Oficial de Encerramento, exatamente 50 anos depois de feita a 1ª Planta Topográfica do Açude."
Acari tem no Açude Gargalheira, posteriormente denominado Marechal Dutra, um marco divisor de suas águas e de sua própria história. Um poema, de concreto, emoldurado pela natureza:
Acari, Acari
como é bom de se apreciar
dá gosto para se olhar
suas serras cordilheiras
e o açude de Gargalheira
que parece até o mar 
(José Alves)
Não é fácil para o sertanejo encontrar o Gargalheira com suas entranhas expostas. Ele é mais que um simples açude. Ele é uma referência de vida e beleza. – Que a cena, antes inimaginável da morte de suas águas, seja apenas prenúncio de uma breve dormitação e que logo nova vida o abasteça. A ele e a todos nós!
De cactus brotam flores - as do cardeiro
tal qual estrelas nos alvores do sertão!
Do facheiro aveludado, espinhos rogam aos céus
o milagre da chuva, semelhante a oração!
Meu Deus! Agradeço compungida, esse milagre:
águas do céu, águas da terra pra banhar meu coração!
(Maria José Mamede Galvão)
Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó

Propaganda enganosa

Propaganda enganosa...


Dentadas

O rosto de um homem é a sua biografia. O rosto de uma mulher é a sua obra de ficção.
Caco Dentão

Queijo caseiro






Interessante

Fabricio Carpinejar

Namoravam no sofá. 
Ambos colegas de trabalho que resolveram se dar uma chance. 
Não havia nada a perder mesmo que errassem, pois um erro em comum já seria intimidade.
Mão para cá, mão para lá, beijos ensandecidos e, de repente, no calor máximo dos toques, ela trava:
- Será que estamos prontos?
Ele prosseguiu beijando e ignorando a questão.
Ela prosseguia cortando e jardinando os dedos e os avanços.
Ele resmungou que aquela pergunta tinha sentido no século XIX, não hoje.
Ela foi mais contundente:
- Vamos com calma! Sou uma mulher séria.
Austeridade e seriedade são duas palavras broxantes.
Ele, então, encolheu a respiração, esticou as calças e buscou algum
assunto neutro para enganar a excitação. Perguntou o que significava o imenso quadro da sala.
- É um retrato sobre a ovulação, feito sob encomenda por um artista, meu amigo Eduardo Nasi.
- Ovulação? Interessante…
Assim como era interessante a coleção de Pais & Filhos e Crescer debaixo da mesa, era interessante o carrinho de bebê desmontado no corredor, era interessante os bichinhos de pelúcia na estante.
A ida ao banheiro tornava-se providencial para se refazer. 
Quando não há sexo, haverá sempre a discussão por que não houve sexo.
Necessitava se preparar para conversar sobre preliminares e formalidades.
- Ei, o toalete é na segunda porta – ela explicou.
Mas ele abriu a porta errada. 
Deparou-se com um quarto de criança digno de revista de decoração: berço com móbile balançando, abajur de estrelas refletindo no teto, paredes cor de rosa e armário abarrotado  de roupinhas. Entretanto, não notou nenhum nenê dormindo.
- Você tem filho? Eu não sabia.
- Não tenho, é que já deixei tudo pronto antes de ficar grávida.
- Interessante…Interessante…
O homem somente emprega eufemismos, a exemplo do “interessante”, quando está em pânico.

Medida drástica

fogo


Mulher é viciada em chupar fraldas sujas

 


Isso tudo tem um nome: PICA. A pica é um transtorno, também conhecida como alotriofagia, é uma afecção rara entre seres humanos, de apetite por coisas ou substâncias não alimentares.
Chocado? Então conheça o estranho caso de Kátia Colírio, uma jovem de Mossoró, que é viciada em cheirar, chupar e até mastigar fraldas mijadas.A jovem de 21 anos contou ao programa de televisão “Meu Estranho Vício”, que há um ano desenvolveu este vício: adora o cheiro de urina e adora saborear uma boa e pesada fralda suja.Desde então, ela passou a juntar as fraldas sujas dos filhos de seus amigos e foi enchendo seus armários, gavetas e bolsas com fraldas encharcadas de xixi para satisfazer seus desejos.
– “Tem que ter bastante xixi na fralda. As mais pesadas têm um cheirinho de urina bem gostoso”, diz ela. Kátia estima que sorveu pelo menos umas 25 mil fraldas sujas.
  – “Adoro, simplesmente têm um sabor incrível. Tenho uma fralda quando  estou cozinhando, tenho algumas em minhas gavetas e também tenho o  costume de sorver uma para pegar no sono”, menciona.

  

Vai mané

g6VigUW


Sensual e inseparável

Por H. Thiesen...



Te desejo intensamente
Quero teus lábios para beijar
Teu seios para percorrer
Preciso desbravar-te por inteira
Afagar todos os recônditos do teu corpo
Cheirar o perfume que de ti exala
Perder-me em cada uma das tuas curvas
Deslizar pelo cetim macio da tua pele
Sentir em meu corpo o teu calor
Decifrar todos os teus segredos
E saborear a tua essência
Descobrindo o sabor da tua fruta
O gosto desse teu desejo
Saboroso e feminino
Te quero como uma fera
Um animal selvagem
Uma gata em pleno cio
Sedenta pelo teu sabor agridoce
Que é só tem e também é meu
Um manjar delicioso
Que de ti recebo como oferta
Minha saborosa recompensa
Pela tua explosão final!
         

domingo, 30 de agosto de 2015

Lula de novo?

mario21

Fala, Tiririca!

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A receita médica


Ciduca Barros

Eu não me canso de repetir que nós, os homens, temos excesso de zelo com o nosso desempenho sexual.
E pior, muitos de nós quando chegam no limiar do ocaso das nossas atividades (inclusive a sexual) entram em pânico.
Muita coisa melhorou depois do “azulzinho”, mas o pânico continua.
Esta história ocorreu antes do advento do “azulzinho”, ou seja, quando os traumas sexuais masculinos eram, naturalmente, bem maiores do que atualmente
Um conterrâneo, já passado nos anos, sentindo que a sua potência sexual estava se esvaindo, veio a Natal, procurou um urologista e fez a sua merecida reclamação:
– Doutor, eu tenho um amigo lá na minha terra, um homem mais velho do que eu, que diz que trepa diariamente. Enquanto isso, eu, muito mais novo, estou pior do que aluguel de casa. É uma vez por mês.
E fez a sua justa reivindicação:
– Então eu gostaria que o senhor me passasse uma medicação para eu ficar com o mesmo desempenho sexual do meu amigo.
O médico não se fez de rogado.
Pegou o seu bloco de receituário, baixou a cabeça, fez a prescrição, entregou ao paciente e disse:
– Está aí. Agora leia em voz alta!
E o cidadão, obedecendo, leu:
– Minta também. 

Aviso

Zoação Vasco


Tem alguém em casa?

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Prazo

Deu no The i-Piauí Herald
TCU dá novo prazo para 
Dilma concatenar uma 
frase que faça sentido

Atônito com a indiscriminada estratégia presidencial de recorrer às pedaladas sintáticas, o TCU, sem paciência, deu um novo prazo para Dilma Rousseff organizar seu discurso.
"Assim não dá! Quem não se comunica, se trumbica! Perdi cinco dias para entender dois parágrafos da linha de defesa do governo. Ou a Dilma concatena uma frase que faça sentido ou a gente recomenda à PF que prenda o João Santana", argumentou o relator do processo, ministro Augusto Nardes, enxugando o suor na testa com um lencinho. 
A nova data ficará em aberto e, quando chegar a data, o prazo será dobrado.


O relator atendeu a um pedido feito pela Comissão de Linguistas Independentes e Democratas da Fundação Tancredo Neves para que o TCU avalie "novos
fatos" ocorridos em 2015. 
"Desde que foi reeleita, Dilma saudou a mandioca, evocou a mulher sapiens e quis dobrar uma meta que não havia sido estipulada", lamentou a professora Eneida Alcântara Braguinha Neves. 
"Não podemos ignorar esses novos paradoxos hermenêuticos produzidos pela mandatária, que podem abrir um processo de impeachment dentro do impeachment, caso sejam plenamente compreendidos", completou. 
Solícito, Renan Calheiros enviou ao governo uma proposta para que Dilma PrazoRousseff passe a ser dublada por Fernanda Montenegro.

Castigo

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Dentadas

Meus problemas devem se acasalar entre si, porque vivem se multiplicando.
Caco Dentão
              

A perigosa lucidez de Dilma

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Caicó no Guinness Book

o homem que nunca matou uma formiga
O dono desse lindo bigode, é o Manoel Amâncio Neto, o homem que nunca matou uma formiga, acabando assim indo para o Guinness Book (Livro dos Recordes).
De acordo com uma pesquisa, feita por ambientalistas da Universidade de Timbaúba dos Batistas (UTB), todo ser humano já matou pelo menos uma formiga na vida. 
Seja querendo, pisando, sem querer, ou mesmo sem querer querendo, mas matou. 
Com exceção apenas de uma pessoa: o caicoense Manoel Amâncio Neto, mais conhecido como Netinho.
Antes de Netinho, um russo ocupava o livro dos recordes como tendo matado, durante toda sua vida, apenas 19 formigas. 
No entanto, Netinho superou o recorde do russo, visto que, aos 39 anos de vida, ainda não matou uma formiga sequer. 
O Guinnes Book incluirá Netinho na sua próxima edição. 
Ponto para a UTB que levantou o assunto e Caicó que ocupará mais um espaço no livro dos recordes.
Em uma entrevista a Rádio 92 FM de Ipueira Netinho falou de sua paixão por formigas e isso faz com que ele tenha cuidado para não mata-las acidentalmente. 
“Fico 24 horas atento e mantendo cuidado para não matar as formiguinhas. Fiz até uma gambiarra na minha sandália, coloquei uma esponja macia em baixo, para a formiga não morrer quando eu pisar em cima dela”, disse.

Solução pra usar celular quando chover em Caicó

segurança


Avuando nas asas do Boeing 171

Deu no Jornal da Besta Fubana

Durante seminário em São Bernardo do Campo, ontem, Lula disse que voltou a “voar” mais uma vez e que agora vai “incomodar”.
* * *
De fato, ele voltou mesmo a voar.
Iniciou o voo no último dia 16 de agosto, em plena Esplanada dos Ministérios.
Tá já chegando perto da lua e começou a incomodar, conforme disse na manhã de hoje. 
Os selenitas já estão pra lá de incomodados e putos de raiva com a proximidade dele.
Depois ele perde ar, vai baixando e, se o plano de voo funcionar a contento, ele fará um pouso em Curitiba.

Aos meus pés

Por H. Thiesen... 


Tua boca nos meus pés,
Instilam-me um desejo insano,
Que me enternece,
E me enlouquece.
Tua boca,
Teus beijos,
Tua língua,
Tuas  lambidas,
Me aquecem e pego fogo.
Tua saliva sobre o dorso curvado
Me leva ao delírio
E uma febre
Queima meu corpo
Sem limites
Ao prazer me entrego!

sábado, 29 de agosto de 2015

Dilmadas

Então, eu estou querendo explicar que os 
ajustes, eles não têm um sentido em si. 
Eles têm um sentido de se adaptar às 
circunstâncias que nós estamos. 
E isto significa que certas políticas 
têm que ser mantidas. 
Eu fiz toda essa conversa 
para chegar nisso.

Piadinha cu de candidato

O cara era candidato a prefeito, e decidiu fazer o comício de encerramento da campanha na rua do cabaré. 
E tome lero: 
- O povo precisa estudar a vida dos candidatos, desde o nascimento, os lugares onde viveram para saber em quem votar direito. Por exemplo, tem candidato aí que nasceu em berço de ouro e nunca falou com o povo. O que ele é?
A multidão grita:
- Candidato dos ricos!
- É isso mesmo. Não pode ter o voto de vocês. Tem outro aí que nunca sentiu o cheiro de povo. Só gosta mesmo é do gado de sua fazenda. O que ele é?
- Candidato dos fazendeiros - gritou a galera.
- Isso mesmo. Não pode ter o voto do povo. Já eu, meus amigos, nasci aqui, nesta rua do cabaré, a mais popular da cidade. E eu, meus amigos, o que eu sou?
Lá do fundo da multidão, um eleitor completamente embriagado, soltou a voz:
- Filho da puta!

Noticia que vai acabar com a crise financeira no Brasil


Uma banana demora 969 anos para sua total decomposição na Antártica. Oito bananas, então...

Droga



A melhor idade é foda