quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Diarreias mentais - XII

Racismo
Ciduca Barros
É do conhecimento geral que a Saúde Pública Brasileira está um verdadeiro caos, com as pessoas reclamando da demora do atendimento (isto quando conseguem ser atendidas) e da carência geral do sistema.
E quando o paciente, mesmo assim, se recusa a ser atendido?
Recentemente, um sujeito chegou num hospital público do Rio de Janeiro (RJ), queixando-se de fortes dores no peito, possivelmente consequências de uma crise de hipertensão arterial. 
No momento em que iria ser atendido, esqueceu o desconforto que a dor lhe causava e não se deixou ser examinado pelo médico sob a alegação de que aquele profissional era negro. 
E, grosseiramente, ainda declarou:
– Eu não gosto de crioulo!
Depois dessa forte dose de “diarreia mental”, chegamos à conclusão de que o abominável racismo é mais forte do que a dor física. 
Ou será que aquele imbecil não tem coração?

Desejo



Empresários do Seridó se unem contra a seca

Com intuito de trazer soluções definitivas para combater a crise hídrica no Estado, a RYFFS Corporation irá provocar a união dos empresários do Seridó em torno do assunto. 


A decisão aconteceu  em reunião na sede da empresa. 
Segundo o economista Caco Dentão, a seca está castigando a população dos municípios do Seridó e a produção rural está em crise.  
Para Caco, é preciso soluções definitivas e isso só irá acontecer com pressão popular e política.
Atualmente, vários municípios do Seridó estão em situação de colapso total no abastecimento de água. 
A previsão da RYFFS é que este em dezembro a situação fique ainda mais grave.


Liquidação

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Despe-me lentamente

Marta Shai


Despe-me com tuas mãos lentamente.
Somente roçando meus seios e cintura.
Deslizando também teus dedos
Deixa-me ver estrelas.
Olha em meus olhos e abre tua boca.
Liberta meus seios prisioneiros
para assim ficar louca.
Se abrirão a tu como rosas ternas
Apertando tua língua neles.
E entre gemidos, suores e tremores,
Com ar abrasador em meus pulmões
Abrirei minha rosa oculta de tal maneira.
E te direi revolvendo-me
No delírio do desejo e do silencio,
Que desejo teu corpo como nunca,
Como agora, e para sempre.

Baú do Bar de Ferreirinha

ESCRITORAS HERCÍLIA FERNANDES
E LÍRIA PORTO 

Dentadas

 " GOSTARIA DE ACREDITAR EM MUITA GENTE,MAS O PROBLEMA
ESTÁ NA MINHA CERTIDÃO DE NASCIMENTO,QUE INSISTE EM 
AFIRMAR QUE EU NÃO NASCI ONTEM".
                                                                    Caco Dentão

Tá um perigo

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Informação que emocionou o povo brasileiro

Jaime Matarazzo curte a lua de mel e mostra
banho em elefante.
Jayme Matarazzo curte a lua de mel e mostra banho em elefante (Reprodução / Instagram)


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Última partida

 

Tragédia aérea deixa o Brasil de luto

Avião que levava equipe da Chapecoense cai na Colômbia. A equipe catarinense faria a final da Copa sul-americana amanhã contra o Atlético Nacional

Na madrugada desta terça-feira, o avião da companhia aérea Lamia, da Venezuela, que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, caiu antes de checar ao seu destino por conta de problemas elétricos. 
O avião que levava a equipe da Chapecoense para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana caiu naas proximidades de La Ceja, na Colômbia. 
O chefe da polícia de Antioquia, general Jose Azevedo, confirmou que há 76 mortos. 
São cinco sobreviventes, todos identificados: Alan Ruschel, lateral do time; Danilo, goleiro; Jackson Follman, goleiro; Ximena Suárez, comissária de bordo; e Rafael Henzel, jornalista. 
No voo estavam 72 passageiros e nove tripulantes. 
A aeronave pertencia à companhia boliviana Lamia, e perdeu contato com a torre de controle ao sobrevoar o uma região montanhosa no município de La Ceja, perto de Medellín, no noroeste da Colômbia, por volta de 22h15m de segunda-feira (hora local). 
O avião teria sofrido falha elétrica, e o piloto descartou combustível antes de tentar pouso forçado.
Dentre os 72 passageiros, 48 eram integrantes da delegação da Chapecoense, que levou, além da comissão técnica, vários dirigentes. 
Estavam a bordo, ainda, 21 jornalistas e três convidados do clube.
O time da Chapecoense viajava para Medellin, onde na quarta-feira faria o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. 
Os jogadores decolaram do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na segunda-feira, e chegaram a fazer escala técnica em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. 
A delegação teve que mudar seu plano de voo por uma decisão da autoridade da aviação brasileira, que o impediu de ir para Medellín num avião fretado desde Chapecó.
O prefeito de Medellín disse através de seu perfil no Twitter que a prefeitura disponibilizou a rede de hospitais e enviou uma equipe do Departamento Administrativo de Gestão de Risco e Desastre ao local do acidente.
A Confederação Sul-americana de Futebol confirmou que foi notificada por autoridades colombianas sobre o acidente envolvendo a aeronave que transportava a equipe da Chapecoense. 
No comunicado, a Conmebol lamenta o ocorrido:
"A família Conmebol lamenta enormemente o ocorrido. Todas as atividades da confederação estão suspensas até um novo aviso", consta em um trecho da nota. 
Ainda de acordo com o comunicado, o presidente da confederação, Alejandro Domínguez, está a caminho de Medellín.
Um vídeo publicado na página da Chapecoense em uma rede social mostra a equipe e os jogadores do time no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, momentos antes do embarque. 
No registro, o gerente de futebol do clube, Cadu Gaúcho, afirmou que essa seria a viagem "mais importante do clube até agora".
Em seu perfil no Twitter, o Atlético Nacional lamentou o acidente e prestou solidariedade a Chapecoense: "Nacional lamenta profundamente e se solidariza com @chapecoensereal por acidente ocorrido e espera informação das autoridades."
Clube fundado em 1973, a Chape fez história ao se classificar para a decisão da Sul-Americana logo na sua segunda participação em uma competição internacional.
O "Verdão do Oeste", que disputa a Série A do Brasileirão desde 2013, eliminou gigantes do futebol argentino, como o Independiente, recordista de títulos na Libertadores, nas oitavas de final, e o San Lorenzo, campeão continental em 2014, nas semifinais.

O golpe do tuk tuk

Ivar Hartmann


Antigamente no Brasil, o baú, essa peça retangular de madeira com uma tampa normalmente convexa, era móvel com chave, fundamental dos quartos dos donos da casa. Necessário para guardar dinheiro, joias e roupas. Hoje é mais usado como decoração até porque quartos e salas cada vez são menores, pelos prodígios dos arquitetos e engenheiros. Daí que, como o dinheiro nele ficava guardado, as pessoas diziam que o homem que casava com mulher muito mais rica que ele, tinha dado “o golpe do baú”. O “tuk tuk” é um antigo invento tailandês. Conhecido em português como riquixá  é um meio de transporte de tração humana em que uma pessoa puxa uma sege de duas rodas onde se acomodam mais uma ou duas pessoas. Existem modelos movidos a pedais, a tração humana (riquixá) e a motor (auto-riquixá), Neste motorizado virou triciclo, o homem substituído pelo motor. Pequenas motos ou vespas foram providas de cabine e servem como veículo de passageiros ou mercadorias, usado em alguns países europeus pelas facilidades no trânsito de ruas estreitas. Foi em Portugal onde ele ganhou status de veículo turístico oficial. Começou por Coimbra, mas hoje Lisboa é o paraíso deste transporte usado em grande quantidade pelos turistas que, até por motivos de segurança, estão preferindo a cidade ante outros destinos onde a ameaça terrorista é permanente como Paris e Madrid.
Não obstante as ladeiras da cidade, Lisboa tem hoje mais de duzentos “tuk” que fazem concorrência aos taxis. Sem a violenta rixa brasileira entre taxi e uber. De manutenção mais barata cobram metade do preço destes. Para atender as normas de trânsito, atrelam aos dois lados da motinho, depois de sacar fora os guarda lamas, um chassi reforçado e sobre ele um receptáculo em forma de triângulo. Assim o motorista vai à frente e no único banco traseiro, lugar para dois passageiros. É um bom investimento. Então, conheci o Luis Pereira (só podia), moço, motorista da Tuk a Look que tem uma frota de mais de dez veículos. Conversa vai, conversa vem, ele contou que a maioria dos motoristas é composta por jovens universitários lisboetas, como ele. No seu caso, trabalha há mais de três anos na empresa que estava crescendo. “E tu és casado?” perguntei. “Sim – respondeu – com a filha do dono!” Era impossível se conter: “Mas tu deu o golpe do tuk tuk rapaz!” Ele desatou na gargalhada. Lá também o dito é o mesmo.
ivar4hartmann@gmail.com


A fila anda

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Julgamento

                                                Millôr Fernandes

          Fundamental é não fechar seu julgamento sobre uma pessoa, congelando-a numa conceituação irretocável: tal crítico é ruim porque é de direita, tudo que o tal colunista diz é ridículo porque ele é burro e ignorante, tal sociólogo deve ser seguido porque é culto, sério e progressista: rótulos, estigmas ou marcas de nobreza. E quando se revela que o crítico de direita é um tremendo batalhador de causas coletivas, o colunista burro tem um poder político e uma influência social que você jamais teve ou vai ter, e o sociólogo progressista se demonstra um corrupto e um demagogo barato, você tem de forçar toda sua dialética pra continuar a manter a opinião já afirmada. Ou confessar humildemente - ó dureza! - que quebrou a cara. 
          Conheci um sujeito perverso, verdadeiro monstro moral, que era um maravilhoso e humanístico cirurgião. No Uruguai, Dan Mitrione tomava café de manhã com os dez filhos, antes de ir lecionar tortura, e, pelo que li, o piloto que atirou a bomba de Hiroshima era um homem encantador.
                

O cachorro é outro

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Piadinha cu de rato

Um homem com ar de intelectual entra em uma biblioteca e se dirige à atendente.
Cheio de si, pergunta:
- Desculpe-me! Poderia me dizer onde se encontra o livro ' Homem, o ser mais perfeito da Terra'?
A atendente olha para o visitante e responde com firmeza:
- Sinto muito, senhor, mas aqui não temos livros de ficção científica!

Gordos

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Dentadas

" NINGUÉM É MELHOR QUE NINGUÉM,MAS ALGUNS
SE DESTACAM POR SEU CARÁTER E OUTROS PELA
FALTA DELE."
                                          Caco Dentão

                                       

Papo de matuto sabido

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Meu veneno

Liz Christine

Meu chocolate
Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio
É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia.




segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Dos que se foram deixando lições


Fernando Antonio Bezerra


A vida vai avançando e os que ficam assistem a ida dos que primeiro embarcam para o horizonte que a fé nos faz enxergar. Cada um que vai, de fato, leva um pouco da memória do mundo e, de alguma forma, perdemos elos e informações relevantes.
Partiram, nos últimos dias, dois líderes que marcaram a história do Seridó em diferentes momentos. O primeiro, Antonio Willy Vale Saldanha, advogado e agropecuarista, Deputado Estadual por três legislaturas. O outro foi Francisco de Assis Medeiros, também advogado, ex-Prefeito de Caicó e Procurador do INSS. Exerceram, em momentos e formas diferentes, papéis destacados na vida seridoense.
Jardinense do piranhas, conversa privilegiada sobre as coisas do Seridó de ontem e de hoje, amante da boa música e fazedor de amigos, Willy se elegeu Deputado Estadual nas eleições de 1974, 1978 e 1982. Foi Presidente da Assembleia Legislativa e assumiu interinamente o Governo do Estado. Era de 1938, do dia 24 de julho, filho de Plinio Dantas Saldanha (1895-1959) e de Iraci Monteiro Vale (1908-1979). 
Willy Saldanha
Willy veio da tradição de Plínio, seu Pai, conhecido por “Marinheiro Saldanha”, que, no dizer do Advogado Jair Elói, “foi o maior empreendedor de todos os tempos de nossa terra. Milhares de hectares de terra, grande criador de gado vacum. Trazia as boiadas do Piauí, gado pé-duro, depois indu-brasil, gir. O maior plantador de algodão, usineiro. Mas, o ´Véio Marinheiro´, como afetivamente era tratado pelos seus amigos e conterrâneos, tinha o tirocínio político. Líder inconteste, Prefeito, Senador da República, não assumira o mandato, porque o amor pela sua ‘Esperas’, era maior. E mais grandiosa era seu amor por nossa Jardim. Que aliás, foi o grande planejador da Jardim de hoje.” Além de Willy e de Marinheiro, outros membros da família Saldanha participaram da vida pública do Rio Grande do Norte, dentre os quais, segundo o Jornalista Aluísio Lacerda, Francisco da Silva Saldanha no século dezenove (1874). “No século vinte, Benedito Dantas Saldanha, irmão de Plínio (Marinheiro Saldanha, pai de Willy), exerceu mandatos na Assembleia a partir da Constituinte de 1936. Beni, como era mais conhecido Benedito Saldanha, dono de terras nos municípios de Campo Grande e Caraúbas, também foi prefeito (nomeado) de Apodi. Nos anos 50/60, exerceu mandatos no parlamento estadual o ex-deputado Manoel Veras Saldanha, com forte influência política no Médio Oeste. Foi eleito deputado federal no pleito de 1966.”
Francisco de Assis Medeiros, o Dr. Chiquinho
Poucos dias depois de Willy, o chamado veio para Francisco de Assis Medeiros, Dr. Chiquinho, caicoense, também advogado, escritor e pesquisador das coisas da cidade e região. Foi Prefeito de Caicó, eleito em 1968, em uma das mais célebres disputas da história caicoense. Ainda sob a influência da morte de Carlindo Dantas, Dr. Chiquinho, apelidado de “Burra Cega”, orador dos mais festejados, com o apoio do Senador Dinarte de Medeiros Mariz, ganhou a Prefeitura por 72 votos contra Manoel Torres de Araújo, outro grande líder da terra caicoense que, nas eleições seguintes, chegou ao comando da edilidade.
Dr. Chiquinho foi um Prefeito à frente de seu tempo no que se refere a estruturar alternativas inovadoras para a época. São do período dele, por exemplo, as Fundações Carlindo de Souza Dantas e Dom José de Medeiros Delgado. A primeira, como a maioria sabe, encarregada de manter e gerenciar o Hospital do Seridó, dentre outras atribuições. A segunda, foi estruturada para trazer o Ensino Superior para Caicó. Algo, portanto, inovador nos anos de 1969 a 1973 quando exerceu o cargo de Prefeito de Caicó, além de outras iniciativas legais de estruturação do serviço público municipal.
Nos últimos anos, Dr. Chiquinho passou a escrever com maior frequência sobre fatos e personalidades do Seridó, constituindo importante acervo para estudos e pesquisas. Dos livros publicados, “Narrativas Seridoenses” já dispõe de duas edições e uma terceira pronta, mas, ainda, inédita. Na internet e nas páginas dos livros, seguramente, um legado escrito que proporciona a compreensão de fatos do passado, suas repercussões no presente e o encadeamento de leituras para a consolidação da história de Caicó e Região.
Por derradeiro, uma simples e despretensiosa observação: os homens públicos do Seridó, como Willy Saldanha e Francisco de Assis Medeiros, com formação intelectual e moral, conhecedores de nossa história e tradições, fazem falta, assunto que deveria receber nossa mais apurada atenção.
Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó e escreve às segundas-feiras

Papo de advogado

 O advogado pergunta ao cliente:
- Como o senhor matou a sua esposa?
               - A chifradas doutor.


Cenas brasileiras...



Mau despertar

                                     Ferreira Gullar

Saio do sono como
de uma batalha
travada em
lugar algum
Não sei na madrugada
se estou ferido
se o corpo
        tenho
        riscado
de hematomas
Zonzo lavo
       na pia
os olhos donde
ainda escorre
uns restos de treva.


Sujeira

sacanagem


Homenagem

Os caicoenses, orgulhosamente, estão engajados em prestar uma homenagem ao ex-presidente Lula. Tanto que darão seu nome a uma das principais avenidas da cidade. A Avenida Seridó, passará a se chamar em breve:            
 " MARGINAL LUIS INÁCIO LULA DA SILVA"


Todo cuidado é pouco